Notícias » Notícias

 Professor teria sido agredido ao tentar dar aula
22 de maio de 2007 16h10 atualizado às 17h21

Abdala disse que tem hematomas e registou queixa de agressão . Foto: Vagner Magalhães/Terra

Abdala disse que tem hematomas e registou queixa de agressão
Foto: Vagner Magalhães/Terra

Alunos da Faculdade de Física da USP, que entraram em greve ontem, após assembléia, tentaram, na manhã desta terça-feira, impedir a entrada de professores e alunos no prédio. Houve tumulto e um professor afirma ter sido agredido. O ato é em apoio à ocupação realizada por estudantes na reitoria da universidade, desde o dia 3 de maio.

» Alunos bloqueiam passagem de colegas
» Estudantes decidem manter ocupação
» Alunos da USP fazem churrasquinho
» Veja os decretos que provocaram a crise
» Opine sobre o assunto

Os alunos teriam retirado as cadeiras das salas e as empilhado em várias partes do prédio. Elcio Abdala, que é professor titular da faculdade há 20 anos, entrou no prédio para lecionar. Mesmo impedido, ele tentou repor as cadeiras nas salas e disse que foi agredido. Abdala apresenta arranhões e hematomas e registou queixa de agressão no Distrito Policial do Butantan.

Os alunos alegam que o professor teria quebrado o celular de um deles e agredido outro, de acordo com Vitor Belo, 24 anos, estudante da faculdade. Belo afirmou o professor é conhecido entre os alunos como "general".

"Eu tenho um grupo teórico de física que é reconhecidamente um dos maiores do Brasil e não consegui dar aula hoje. Estou em uma situação lastimável", afirmou. Abdala definiu a greve como "um movimento político e que só acontece porque a administração da universidade é fraca". Ainda hoje ele deve passar por exame de corpo de delito.

Redação Terra