Navalha: ministra deve ouvir 12 suspeitos hoje

21 de maio de 2007 • 16h07 • atualizado em 22 de maio de 2007 às 03h23

Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília

Brasília


Os depoimentos dessa segunda-feira têm previsão de término por votla das 22h. O servidor público de Camaçari (BA), Zaqueu de Oliveira Filho seria o último a ser ouvido pela ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito que trata dos fatos investigados pela Operação Navalha, da Polícia Federal, de acordo com a programação.

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Neste primeiro dia, a previsão seria de ouvir, ao todo, 12 pessoas por suposto envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos de obras públicas e aliciamento de agentes administrativos. O inquérito corre em segredo de justiça.

Além dos 11 previstos pra depor hoje, a ministra Eliana Calmon ouviria também o ex-chefe de gabinete da secretaria de Agricultura, Adão Pirajara Amador Farias, na gestão do deputado distrital Pedro Passos Junior. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal por determinação da ministra, na tarde desta segunda-feira, quando destruía provas.

José Reinaldo Tavares, ex-governador do Maranhão; Jair Pessine, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da Prefeitura de Sinop (MT); e Nilson Leitão, atual prefeito de Sinop, foram ouvidos na tarde de hoje. De acordo com a programação, devem ter sido ouvidos na notie de hoje o servidor do Ministério do Planejamento, Ernani Soares Gomes Filho, o superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal (CEF) em Brasília, Flávio José Pin e o servidor público da cidade de Camaçari (BA), Zaqueu de Oliveira Filho.

João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, e Geraldo Magela Rocha, assessor do ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, foram libertados hoje pela Justiça, depois de prestarem depoimento.

O conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe, Flávio Conceição de Oliveira Neto, também prestou esclarecimentos pela manhã e foi liberado para retornar ao Sergipe. De acordo com as investigações, Oliveira Neto (ex-chefe da Casa Civil do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho) teria recebido propina enquanto estava no cargo e intermediado propinas para o filho do governador, João Alves Neto. Mesmo no Tribunal de Contas, ele teria ajudado o esquema pedindo a liberação de recursos devidos à Gautama.

Também prestaram depoimento na manhã de hoje o ex-deputado federal José Ivan Paixão (PPS) e o secretário de Infra-Estrutura do Maranhão, Ney Barros Belo.

Redação Terra
 
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