Ato lembra 493 vítimas do PCC com velas e sapatos

18 de maio de 2007 • 19h55 • atualizado às 20h16
Entidades de defesa dos Direitos Humanos cobram a resolução das mortes Foto: Marcelo Pereira/Terra
Entidades de defesa dos Direitos Humanos cobram a resolução das mortes
18 de maio de 2007
Foto: Marcelo Pereira/Terra

Felipe Gil
Direto de São Paulo

São Paulo


Foi realizado no início da noite desta sexta-feira em São Paulo um ato em memória das 493 vítimas da onda de ataques promovidos pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e da repressão que a ela se seguiu. Os ataques tiveram início em 12 de maio do ano passado. A manifestação ocorreu em frente à prefeitura da capital.

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Foi colocado no local um par de sapatos e uma vela para cada vítima. Segundo o secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, o objetivo é protestar contra a impunidade. "Dos 493 casos, apenas oito foram resolvidos. Isso mostra falta de vontade em resolver os crimes porque nem as mortes dos agentes do Estado foram elucidadas".

O secretário também disse que pediu as informações sobre os inquéritos para a Secretaria de Segurança Pública, mas não as recebeu. "Tivemos uma reunião há três meses com o secretário Ronaldo Marzagão e reivindicamos a criação de um grupo no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para investigar essas mortes. Até agora, nada foi feito".

Também participou do ato o movimento Comunidade Cidadã, que cobra políticas públicas municipais voltadas à juventude. "Para nós, a redução da violência se faz através de políticas sociais", disse o coordenador da entidade, Flávio Munhoz.

Presente ao evento, o vereador José Américo Dias (PT), afirmou que está organizando um encontro entre representantes do Comunidade Cidadã e o presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Rodrigues (PR), para que um manifesto seja entregue aos parlamentares.

"A repressão que se seguiu aos crimes foi indiscriminada. Muitos inocentes tombaram", criticou Dias.

Redação Terra
 
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