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A operação da PF, realizada na quinta-feira para desbaratar uma rede de desvios em obras públicas, resultou na prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares, do PSB. Entre os investigados também está o atual governador do Estado, Jackson Lago (PDT), que teve o pedido de prisão negado pela Justiça. Lago derrotou Roseana Sarney (PMDB), que tinha o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição para o governo do Maranhão.
O ministro Tarso Genro declarou que recebeu o governador Jackson Lago e a bancada do Maranhão em seu gabinete, no dia da operação. "Eles foram ao meu gabinete saber o que estava ocorrendo no País e no Maranhão. Eles tinham convicção, depois abandonada, que teria sido algum movimento feito pelo Estado, através da PF, de terrível desestabilização, em função da vitória das forças oposicionistas naquela Estado", disse Tarso, acrescentando que o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, acompanhou a reunião.
"Demonstramos àqueles deputados que a ação no Maranhão não era nada específica. Era uma operação em 10 Estados, que ocorreu a partir de um fato presumidamente delituoso e provavelmente delituoso, como deve confirmar o Judiciário, originário do Estado da Bahia", disse Tarso, ao participar da cerimônia de troca de comando da Força Nacional de Segurança Pública no Rio de Janeiro. O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, afirmou que a prisão de políticos e autoridades na Operação Navalha e de membros do Judiciário, na Operação Furacão, demonstra o novo tipo de ação da Polícia Federal.
"Não existe nenhuma pessoa imune à investigação nesse País. O indivíduo, seja ele autoridade ou não, inatingível é o que tem um comportamento adequado. Se não tiver, será alcançado pela PF", afirmou.
Indagado se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderia ser prejudicado por desvios de verba, o ministro disse que operações como essa preservam o programa: "Isso facilita o PAC e provavelmente vai baratear um pouquinho as obras porque o pessoal não vai contabilizar a propina", ironizou. A quadrilha desbaratada pela Polícia Federal também planejava fraudar licitações de obras do PAC.
A Força Nacional de Segurança que atua no Rio passará a ser chefiada pelo coronel da PM do Rio de Janeiro, Luis Antônio Ferreira, que substitui o coronel da Polícia Militar do Rio Grande do Sul, Aurélio Ferreira. Atualmente cerca de 700 homens da força estão no Rio de Janeiro, auxiliando a polícia do Estado, e até o fim da próxima semana chegarão mais 400 homens.
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