Advogados relembram AI5 e reclamam da PF na BA

17 de maio de 2007 • 13h16 • atualizado em 18 de maio de 2007 às 00h33

Edmundo Santana
Direto de Salvador

Salvador


Maurício Vasconcelos, advogado do prefeito de Camaçari (BA), Luis Caetano (PT), afirmou nesta quinta-feira que "a Constituição Federal está sendo rasgada e que os advogados já estavam com saudade do AI5". Ele se referiu à operação realizada pela Polícia Federal que desarticulou um esquema de desvio de recursos públicos federais, por meio de fraudes em licitações. Caetano foi detido suspeito de envolvimento em fraude na empresa Gautama.

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Vasconcelos demonstrou indignação por que ele e outros advogados não tiveram acesso aos seus clientes e considerou como absurdo o cerceamento de informações. Todos não passaram da recepção principal da PF em Salvador e alegram não conseguirem falar em com o delegado.

Maurício Vasconcelos declarou que nenhuma denúncia foi formulada ainda contra Luis Caetano. Ele atribui como motivo da prisão o contrato entre a prefeitura e a Gautama. Vasconcelos também afirmou que a Polícia Federal cria obstáculos ao acesso dos advogados a seu cliente e que qualquer ato que venha a acontecer não terá relevância jurídica, porque Caetano não está acompanhado de seus advogados.

O deputado federal Nelson Pelegrino (PT) e o presidente do partido na Bahia, Marcelino Galo, chegaram no início da tarde à sede da Polícia Federal (PF) para buscar informações e prestar solidariedade ao prefeito Luis Caetano. Pelegrino disse que não teria nada a declarar, por enquanto. A PF já teria um esquema especial para transferência dos 08 presos na Bahia para o embarque à Brasília, ainda na tarde hoje. Uma aeronave aguarda a finalização do operação especial de condução dos presos para o Aeroporto de Salvador e depois à capital federal.

Redação Terra
 
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