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 Suspeito de seqüestro poderá ser vizinho de vítima
16 de maio de 2007 22h08 atualizado às 22h13

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitirá que um acusado de seqüestro volte a morar em uma casa a poucos metros da vítima: uma criança de 6 anos que passou 63 dias em cativeiro. O suspeito de planejar o crime, o advogado Adenilson Alves de Brito, é vizinho do menino Lucas da Silva, em Arujá, na Grande São Paulo. A informação é do Jornal Nacional.

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Brito estava preso desde o ano passado na delegacia de Barueri, na região metropolitana, cumprindo prisão preventiva. Ele é acusado de planejar o seqüestro de Lucas, levado do carro do irmão mais velho no dia 7 de maio de 2006, quando seguia para a escola.

O STF decidiu que, como advogado, ele tem direito à prisão especial. O acusado pode ficar detido dentro de um quartel ou em sua casa, que fica a poucos metros da residência onde o menino ainda vive com a família. Na época do crime, Brito era chefe de segurança do condomínio.

O ministro Sepúlveda Pertence reconheceu que tomou a decisão sem saber que vítima e acusado moravam no mesmo condomínio. A decisão sobre o destino do advogado será da juíza criminal do Fórum de Arujá, Heloisa Helena Nogueira Lucas, e pode sair até o fim da semana. O julgamento dos 13 acusados do seqüestro deve acontecer até o final do ano.

Redação Terra