João Hélio: só dois devem responder pelo crime

14 de maio de 2007 • 15h27 • atualizado às 16h33

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O advogado Gilberto Fonseca, que representa a família do menino João Hélio, morto após ter sido arrastado preso ao cinto de segurança durante um assalto, no Rio de Janeiro, protocolou um documento, nesta segunda-feira, concordando com o Ministério Público Estadual (MPE). O MP pediu, na semana passada, a condenação por crime hediondo, formação de quadrilha e assalto a apenas dois, dos cinco suspeitos do assassinato. Carlos Eduardo Toledo Lima e Diego Nascimento da Silva podem ser condenados a mais de 30 anos de prisão.

» Assaltantes arrastam criança de 6 anos

Segundo o Ministério Público, o pedido foi baseado nas investigações da polícia. Os outros dois maiores de idade suspeitos da morte de João Hélio, Thiago Abreu Matos e Carlos Roberto Silva, devem responder somente por assalto e formação de quadrilha. Eles podem ser condenados a até 14 anos. O jovem de 16 anos que também participou do crime está cumprindo pena sócio-educativa no Instituto Padre Severino, que abriga menores infratores, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Ele pode ganhar a liberdade antes do período determinado pela Justiça - três anos - se apresentar bom comportamento.

Segundo o advogado da família do menino, cabe agora a 1ª Vara Criminal de Madureira, no subúrbio carioca, decidir se os quatro réus vão responder pelos crimes. "Carlos Eduardo e Diego sofrerão pena maior porque são responsáveis pela condução do veículo que arrastou o corpo do menor", destacou Fonseca.

O menino João Hélio, 6 anos, foi arrastado em um carro por bandidos até a morte, no dia 7 de fevereiro deste ano. O veículo da mãe da criança foi abordado por criminosos, no bairro de Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. Ela e a filha mais velha conseguiram escapar, mas o garoto ficou preso ao cinto de segurança com o corpo para o lado de fora do carro.

Redação Terra
 
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