Moeda Verde: decretada prisão preventiva de 5

07 de maio de 2007 • 23h05 • atualizado em 08 de maio de 2007 às 00h01

Fabricio Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Santa Catarina


A Justiça Federal decretou na noite desta segunda-feira a prisão preventiva de cinco suspeitos de participar do esquema de compra de licenças ambientais para empreendimentos imobiliários em Santa Catarina. A delegada da Polícia Federal, Júlia Vergara, havia pedido a prisão de apenas quatro envolvidos. A decisão da Justiça ainda determinou a perda da função pública de outros três suspeitos.

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Os quatro que permanecem detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal em Florianópolis continuarão presos: o vereador Juarez Silveira, o secretário de Urbanismo de Florianópolis, Renato Juceli de Souza e os servidores Rubens Bazzo e André Luiz Dadam. Além deles, o juiz federal Zenildo Bodnar, da Vara Ambiental de Florianópolis, decretou a prisão de Marcílio Ávila, presidente da Santur (órgão estadual de turismo), até o momento ainda não se apresentou. Segundo os assessores ele está na Argentina.

Segundo a decisão do magistrado. a ausência de Marcílio "demonstra descaso com a determinação da Justiça Federal". "A prisão dele não foi precedida de requerimento da Polícia Federal ou do Ministério Público, mas a lei prevê a possibilidade de o juiz decretar a preventiva de ofício, por conveniência", disse o juiz.

O prazo das preventivas é indeterminado e os envolvidos poderão apresentar recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Bodnar também determinou a perda de função pública para três dos servidores suspeitos de integrar o esquema. Marcelo Vieira Nascimento, Francisco Rzatki e Itanoir Cláudio estão suspensos de exercer cargos comissionados segundo o despacho do juiz federal. Ele destacou que a decisão foi expedida por necessidade processual e ainda não implica juízo acerca da culpa ou da inocência dos envolvidos.

A Operação Moeda Verde prendeu 19 pessoas em Santa Catarina e duas no Rio Grande do Sul, suspeitas de integrar um esquema de compra de licenças ambientais para empreendimentos imobiliários.

Pela manhã, o empresário Fernando Marcondes de Mattos, proprietário do resort Costão do Santinho, detido na quinta-feira, convocou a imprensa para falar sobre sua prisão. Ele preferiu não entrar em detalhes sobre as acusações, mas admitiu ser amigo dos servidores e políticos acusados de negociar licenças ambientais.

Redação Terra
 
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