Carro é queimado durante confusão em show de rap na Praça da Sé
Foto: Klinger Portella/Terra
Os proprietários da loja Rei do Mate e dos dois veículos danificados por espectadores do show do grupo de rap Racionais, na madrugada deste domingo, parte das atrações da 3ª Virada Cultural, estudam entrar com uma ação judicial conjunta contra a Prefeitura de São Paulo pelos danos sofridos.
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Calculando prejuízos aproximados de R$ 30 mil, Leandro Roberti, 33 anos, dono da lanchonete, confirmou que acionará a prefeitura na Justiça. "Vamos procurar os responsáveis e tentar receber algo por isso", afirmou, enquanto aguardava a perícia policial em seu estabelecimento.
Segundo relato de testemunhas, cerca de 40 pessoas teriam participado do saque à loja, que fica na esquina das ruas Quintino Boicaúva e Senador Feijó, a aproximadamente 100 m da Praça da Sé, palco do show.
"Testemunhas disseram que chegou a parar carro na porta e jogar tudo para dentro", contou a mulher de Leandro Roberti. Os proprietários da franquia do Rei do Mate disseram que 5 freezers com mercadorias foram saqueados. "Levaram telefone, máquinas de cartão de crédito, um computador e o outro jogaram na parede."
Produtor cultural, Marcos Kurtinaitis, 28 anos, deixou o trabalho no Museu da Imagem e do Som (MIS) para participar das atividades da Virada Cultural. Seu carro, um Celta 2005, ficou estacionado na rua Quintino Bocaiúva e foi queimado durante o show de rap.
Marcos só ficou sabendo do prejuízo às 12h, quando voltou das atividades que eram realizadas no Teatro Municipal. "Acho, por mais que eu tenha boa vontade e esperança de que a cultura pode melhorar alguma coisa, que o buraco é mais embaixo", lamentou o produtor cultural.
Do outro lado da rua, a estudante Fernanda Martins, 22 anos, moradora de Campinas, aguardava o guincho para rebotar seu Celta, que teve os vidros estourados e a lataria amassada durante a confusão.
"Vou processar a prefeitura e vamos tentar uma ação conjunta com todos que foram prejudicados. Vim de Campinas para participar da Virada, confiando na segurança desse evento, que é público. O mínimo esperado era uma segurança condizente", criticou.
Segundo Fernanda, bolsas, sapatos e mochilas que estavam no carro foram levados durante a confusão. "Até o manual do carro levaram", finalizou.
De acordo com balanço da Secretaria de Segurança Pública, oito viaturas da Polícia Militar, uma viatura da Guarda Civil Metropolitana, orelhões e banheiros químicos, além de instalações da estação Sé do Metrô, de 12 lojas e 6 bloqueios da estação, também foram danificados na madrugada deste domingo.
- Redação Terra

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