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 Felipe Caffé faz falta todos os dias, diz irmão
06 de maio de 2007 09h16

O policial militar Rafael Silva Caffé, 28 anos, irmão de Felipe Caffé, morto com sua namorada, Liana Friedenbach, pelo bando de Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, 20 anos, na mata de Embu-Guaçu, em 2003, disse que a citação do nome do seu irmão cada vez que Champinha aparece na imprensa não o incomoda tanto e que isso faz parte da vida. "Felipe faz falta todo dia, aparecendo na televisão ou não. Ele é a primeira coisa que aparece na minha cabeça de manhã, quando acordo, e é o último pensamento que tenho antes de dormir".

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Aos 24 anos, Rafael se formou soldado do Comando de Operações Especiais - unidade de elite da Polícia Militar responsável por, entre outras coisas, resgatar pessoas perdidas no meio da mata. No entanto, meses depois, não conseguia se perdoar por não ter tido chance de ajudar e defender seu irmão caçula.

Rafael trabalhou na operação de busca da PM ao seu irmão e à namorada dele, Liana, durante um bom tempo. "Me culpei por não ter podido ajudar. Uma sensação horrível de impotência, inutilidade. Mas percebi depois que não tinha o que fazer. Já era tarde".

Champinha fugiu na noite de 2 de maio da unidade de Vila Maria da Fundação Casa, na capital paulista, e foi recapturado cerca de 11 horas depois, na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Ele estava na unidade desde 2003, acusado de matar Liana e planejar a morte de Felipe.

Redação Terra