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Moeda Verde: prefeito afasta sete envolvidos

03 de maio de 2007 21h25

O prefeito de Florianópolis Dário Berger (PSDB) afastou três secretários municipais e quatro servidores até que as investigações da operação Moeda Verde sejam concluídas. Renato Joceli de Souza, secretário de Urbanismo, Aurélio Remor, de Obras, e Francisco Rzatki, diretor da Floram (órgão que emite licenças municipais), foram afastados após terem sido presos na manhã desta quinta-feira.

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"Se forem comprovadas irregularidades os culpados serão punidos exemplarmente com a demissão", destacou.

Berger afirmou que a Polícia Federal "exagerou" na operação que culminou na prisão de dezessete pessoas na cidade, suspeitas de envolvimentos na compra de licenças ambientais e leis de zoneamento urbano para a construção de empreendimentos imobiliários em área não permitidas. "Houve um certo estardalhaço, um exagero", declarou.

A maioria dos licenciamentos ambientais investigados pela PF, segundo o prefeito, foi concedida antes de 2005, quando ele assumiu a prefeitura de Florianópolis. A licença ambiental do condomínio de luxo Il Campanário, do grupo Habitasul, foi emitida no dia primeiro de dezembro de 2004. "A licença para construção do Shopping Iguatemi foi emitida em 29 de dezembro de 2004. A licença ambiental para o Hospital Vita foi dada em janeiro de 2003. E o Costão do Santinho existe há 20 anos", disse. "Portanto estou longe destas denúncias", avaliou.

O prefeito citou que sua antecessora na prefeitura deveria ser cobrada pelos licenciamentos. Ele se referia à Ângela Amin (PP), hoje deputada federal, que administrou a prefeitura de 1997 a 2004. "Paralelamente às investigações da Polícia, estaremos abrindo uma sindicância", garantiu.

Os acusados continuam detidos no prédio da Superintendência da Polícia Federal, no centro de Florianópolis. Deverão permanecer ali por no máximo cinco dias. As investigações que culminaram na Operação Moeda Verde, começaram há nove meses, com a denúncia de irregularidades num condomínio de luxo no bairro de Jurerê Internacional. Entre os envolvidos, constam empresários conhecidos no Estado, como Marcondes, proprietário do resort Costão do Santinho e os responsáveis pela construção do shopping Iguatemi, inaugurado há duas semanas.

O presidente da Santur (órgão oficial de turismo no Estado), Marcílio Ávila, estava na Argentina e deverá se apresentar somente amanhã. O mesmo acontece com o proprietário do shopping Iguatemi, Paulo Cezar Maciel, que garantiu que estará presente na sede da Polícia Federal no início da manhã desta sexta-feira.

Redação Terra