Vaga Certa: mais um suspeito se entrega à PF

03 de maio de 2007 • 13h13 • atualizado às 14h35
Jairo Pinto Fonseca, 24 anos, se apresentou à PF na  quarta-feira, acompanhado de seus advogados Foto: Divulgação
Jairo Pinto Fonseca, 24 anos, se apresentou à PF na quarta-feira, acompanhado de seus advogados
03 de maio de 2007
Foto: Divulgação

Robério Lessa
Direto de Fortaleza

Flórida


Mais um suspeito de integrar a quadrilha que fraudava vestibulares e concursos se entregou à Polícia Federal. O estudante Jairo Pinto Fonseca, 24 anos, se apresentou na noite desta quarta-feira, acompanhado de seus advogados, à Superintendência da PF em Fortaleza, no Ceará. Ele é suspeito de fazer as provas em lugar dos candidatos inscritos. O depoimento do estudante Jairo Pinto deverá ocorrer ainda hoje.

» Suposto líder de quadrilha se entrega
» Quadrilha também atuava no exterior
» Presos acusados de vender vagas

No final da manhã de hoje, foi retomado o interrogatório do bacharel em Direito e estudante de Medicina Olavo Vieira de Macedo, iniciado na tarde de ontem. Ele é suspeito de ser líder da quadrilha. Macedo afirmou que o grupo também teria fraudado vestibulares em pelo menos mais três Estados: Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Até então, a Polícia Federal sabia da atuação da quadrilha no Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Macedo passou a noite na cela de custódia da Polícia Federal e após seu depoimento será transferido para o presídio Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO).

O estudante de Medicina da Universidade de Fortaleza e bacharel em Direito, Olavo Vieira de Macedo se apresentou na tarde de quarta-feira à PF de Fortaleza. Ele afirmou que era apenas responsável por selecionar os melhores alunos de cursinhos para realizar as provas. Segundo ele, quem contratava os estudantes era um integrante da quadrilha do Rio de Janeiro, que ele disse não conhecer.

De acordo com informações da Polícia Federal, estima-se que pelo menos 50 pessoas foram beneficiadas com o esquema da quadrilha. A PF estima ainda que pelo menos dez universidades públicas tenham sido lesadas. A operação também resultou no bloqueio de contas bancárias que teriam sido usadas no esquema. De acordo com o material apreendido - boletos bancários, cheques, fotos e até de uma máquina que falsificava documentos - a quadrilha atuava desde 2002.

O grupo cobrava entre R$ 25 mil e R$ 70 de vestibulandos para que outras pessoas fizessem as provas e garantissem a aprovação. Os cursos mais visados eram Medicina e Odontologia.

Redação Terra
 
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