Polícia recaptura Champinha na Grande São Paulo

03 de maio de 2007 • 05h34 • atualizado às 08h31

O fugitivo da unidade de Vila Maria da Fundação Casa (antiga Febem), Roberto Aparecido Alves Cardoso, 20 anos, conhecido por Champinha, foi recapturado por volta das 4h30 da madrugada desta quinta-feira, cerca de 11 horas após sua fuga. Champinha deve ser apresentado à Justiça por volta do meio-dia de hoje. Um juiz deve decidir para onde ele será encaminhado.

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Champinha estava na unidade desde novembro de 2003, por participar da morte do casal Liana Friedenbach, 16 anos, e Felipe Silva Caffé, 19 anos, em 2003, na cidade de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Ele tinha 16 anos quando cometeu o crime. Champinha confessou ter torturado, estuprado e esfaqueado a jovem.

Ele foi encontrado em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e estava acompanhado de outro jovem de 17 anos que também fugiu da unidade ontem. Ambos teriam escapado por uma escada utilizada em obras no local, que teria sido esquecida em um dos muros da unidade.

O secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey, afirmou na manhã de hoje que está indignado com a forma como os dois jovens teriam fugido da unidade. De acordo com a rádio CBN, ele disse que o diretor da unidade já foi afastado e a possibilidade de ter havido facilitação da fuga será investigada. Marrey concedeu entrevista com o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, na unidade da Fundação Casa.

O comando das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), que efetuou a prisão de Champinha, não deu detalhes sobre como os jovens foram recapturados. Também não foi informado se eles teriam cometido algum delito durante o tempo em que ficaram soltos.

Marrey afirmou que Champinha deverá permanecer na unidade de triagem de Vila Maria, até que a Justiça decida para onde ele será levado. Porém, ele vai solicitar a transferência do jovem para uma instituição de tratamento de criminosos com problemas psiquiátricos. "Se depender de mim, ele vai para casa de custódia de Taubaté. Mas isso quem decide é o juiz e nos vamos falar com ele", afirmou.

Redação Terra
 
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