Vaga Certa: suposto líder se entrega à PF

02 de maio de 2007 • 15h05 • atualizado em 03 de maio de 2007 às 10h36
Olavo Vieira de Macedo, suspeito de liderar a quadrilha de fraudadores de vestibulares, ao lado de sua mãe Maria de Fátima Vieira de Macedo
Olavo Vieira de Macedo, suspeito de liderar a quadrilha de fraudadores de vestibulares, ao lado de sua mãe Maria de Fátima Vieira de Macedo
02 de maio de 2007
Polícia Federal/Divulgação

Robério Lessa
Direto de Fortaleza

São Paulo


O estudante de Medicina da Universidade de Fortaleza e bacharel em Direito, Olavo Vieira de Macedo, suspeito de liderar uma quadrilha de fraudadores de vestibulares que atuavam em vários Estados, se apresentou na tarde desta quarta-feira na sede da Polícia Federal (PF) em Fortaleza, no Ceará. Ele chegou acompanhado de seus advogados, que negociaram a rendição com delegados da PF cearense. O esquema de venda de vagas em universidades foi desmantelado pela Operação Vaga Certa, da Polícia Federal.

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Macedo chegou à sede da PF por volta das 14h, depois de fazer exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza. O suspeito prestou depoimento, mas não será ser levado para o Instituto Penal Professor Olavo Oliveira, como estava previsto, porque os policiais que o interrogaram não ficaram satisfeitos com as informações dadas por ele.

A polícia ainda procura por Jairo Pinto da Fonseca, que está foragido. As suspeitas Maria de Fátima Vieira de Macedo, mãe do suposto líder da quadrilha, e Aline Saraiva Martins já foram transferidas para o presídio feminino Auri Moura Costa, onde aguardam julgamento.

Pedro Hugo Bezerra Filho, que também foi detido na operação, está detido no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira, em Fortaleza. Francisco do Nascimento Moura está preso na colônia penal Otávio Lobo, onde fica um hospital penitenciário. O suspeito precisava de cuidados médicos quando foi detido pela polícia.

De acordo com informações da Polícia Federal, estima-se que pelo menos 50 pessoas foram beneficiadas com o esquema da quadrilha. A PF estima ainda que pelo menos dez universidades públicas tenham sido lesadas. A operação também resultou no bloqueio de contas bancárias que teriam sido usadas no esquema. De acordo com o material apreendido - boletos bancários, cheques, fotos e até de uma máquina que falsificava documentos - a quadrilha atuava desde 2002.

O grupo cobrava entre R$ 25 mil e R$ 70 de vestibulandos para que outras pessoas fizessem as provas e garantissem a aprovação. Os cursos mais visados eram Medicina e Odontologia.

Redação Terra
 
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