Vaga Certa: quadrilha pode ter agido em São Paulo

01 de maio de 2007 • 22h15 • atualizado em 02 de maio de 2007 às 01h59

O esquema de venda de vagas em universidades desmantelado ontem pela Operação Vaga Certa da Polícia Federal pode ter atingido em instituições paulistas. A PF aponta que a Universidade de Mogi das Cruzes e a Universidade de Ribeirão Preto podem ter sofrido fraude no vestibular. Dois alunos da USP teriam substituído candidatos em troca de dinheiro. A informação é da Jovem Pan.

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A Polícia Federal identificou pelo menos 30 alunos beneficiados pelo esquema. Quatro suspeitos de integrar a quadrilha - que cobrava até R$ 70 mil por aprovação - foram presos ontem em Fortaleza e outros dois no Rio de Janeiro. O estudante de medicina Olavo Vieira de Macedo, apontado como mentor da quadrilha no Ceará, prometeu se entregar à polícia onte, mas ainda não apareceu.

O grupo cobrava entre R$ 25 mil e R$ 70 de vestibulandos para que outras pessoas fizessem as provas e garantissem a aprovação. Os cursos mais visados eram Medicina e Odontologia.

A PF estima que pelo menos dez universidades públicas tenham sido lesadas. A operação também resultou no bloqueio de contas bancárias que teriam sido usadas no esquema. De acordo com o material apreendido - boletos bancários, cheques, fotos e até de uma máquina que falsificava documentos - a quadrilha atuava desde 2002.

Redação Terra
 
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