Vaga Certa: pais de alunos contratavam quadrilha

01 de maio de 2007 • 17h02 • atualizado às 17h44

Além de estudantes beneficiados pela compra de vagas em cursos superiores no vestibular de 2007, pais de alunos também contrataram os serviços da quadrilha responsável pela fraude, informou a Polícia Federal. A investigação faz parte da Operação Vaga Certa, desencadeada na última segunda-feira para combater um esquema de venda de vagas em universidades públicas e particulares, em geral para cursos de Medicina, de vários Estados do Brasil.

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Segundo o delegado da PF no Rio de Janeiro Lorenzo Martins Pompílio da Hora, as sete pessoas presas - duas no Rio e cinco no Ceará - já foram denunciadas pelo procurador Marcelo Miller, do Ministério Público Federal. Ao todo, foram identificados 30 suspeitos, incluindo integrantes do esquema, estudantes beneficiados e pais.

"Agora, a PF espera o retorno de investigadores que foram ao Ceará para começar a análise do material apreendido", informou o delegado. Documentos falsos e movimentações bancárias integram a lista. O trabalho será feito em conjunto com o Ministério Público e o Judiciário. "Por ser um conjunto probatório, vamos selecionar com calma para poder fazer a análise", disse Pompílio. Por causa do volume aprendido, não há previsão de término dos trabalhos.

Ele informou que estudantes universitários conhecidos como "pilotos" eram recrutados pela quadrilha e, usando documentos falsos, faziam provas de vestibular em nome de interessados em adquirir as vagas.

Pompílio acrescentou que os investigados pertencem a organizações externas às universidades e que ainda é cedo para afirmar que funcionários das instituições de ensino participavam do esquema.

"Os investigados são pessoas de fora, que faziam a prova de vestibular como se fossem os verdadeiros candidatos que estavam disputando a vaga para Medicina e outros cursos", ressaltou o delegado.

O estudante cearense do curso de Medicina suspeito de chefiar a quadrilha está sendo aguardado na Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Ele ficou de se apresentar hoje, mas até o momento, isso não ocorreu. Segundo Pompílio, a mãe do estudante foi presa em Fortaleza.

Agência Brasil
 
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