Vaga Certa: suspeitos receberam depósitos do RS

01 de maio de 2007 • 13h55 • atualizado às 13h55

A Polícia Federal (PF) está investigando uma possível atuação da quadrilha suspeita de fraudar vestibulares, descoberta pela Operação Vaga Certa, em instituições de Ensino Superior do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Lorenzo Martins Pompílio da Hora, da Polícia Federal do Rio de Janeiro, parte dos depósitos recebidos pelos supeitos partiu de agências gaúchas.

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"Entre as provas que conseguimos reunir, estão depósitos bancários feitos no Rio Grande do Sul nas contas dos principais suspeitos. Os valores variam de R$ 25 mil a R$ 75 mil por vaga. Mas as investigações ainda não estão concluídas", disse o delegado.

Conforme reportagem do jornal Zero Hora, o suposto líder da quadrilha foi preso em Gramado, na Serra Gaúcha, o que reforça a hipótese de uma ligação da quadrilha com o Estado.

A PF também tem indícios de que o grupo tenha fraudado o vestibular da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Investigações preliminares apontam que os suspeitos teriam conseguido vagas no curso de Medicina da univesidade.

O reitor da UFPel, Antônio Cesar Borges, disse que tomou conhecimento do fato através da imprensa e deverá determinar a apuração das possíveis irregularidades, em conjunto com a PF, a partir desta quarta-feira.

A Polícia Federal começou na manhã de segunda-feira a operação Vaga Certa para prender nove acusados de vender vagas em universidades públicas e particulares. Eles tiveram prisão decretada pela Justiça, que expediu também oito mandados de busca e apreensão após denúncia do Ministério Público. Sete pessoas já foram presas, sendo duas no Rio de Janeiro e cinco no Ceará.

Redação Terra
 
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