Ernani Alves e Robério Lessa
Direto do Rio de Janeiro e Fortaleza
Rio de Janeiro
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O grupo cobrava entre R$ 25 mil e R$ 70 de vestibulandos para que outras pessoas fizessem as provas e garantissem a aprovação. Os cursos mais visados eram Medicina e Odontologia.
Neide Alvarenga Cedaro e o marido dela, Anélio Cedaro, foram detidos no Rio de Janeiro. Eles seriam os responsáveis pelas negociações com os candidatos interessados no esquema.
Aline Saraiva Martins, Marisa Badeira de Araújo, Pedro Hugo Bezerra Filho, presos em Fortaleza, são suspeitos de realizar as provas em nome dos candidatos. No grupo, eles eram chamados de "pilotos" e receberiam cerca de R$ 6 mil pelas aprovações.
O estudante de medicina Olavo Vieira de Macedo é apontado como mentor da quadrilha no Ceará. A mãe do estudante, Maria de Fátima Vieira de Macedo também foi presa, também foi presa na operação.
Segundo o delegado Lorenzo Pompilho da Hora, a quadrilha atuava em todo o País. As fraudes ocorreram em concursos de ingresso a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, Universidade Federal Fluminense (UFF) e nas universidades de Vassouras, de Petrópolis e Gama Filho, no Rio de Janeiro.
A PF estima que pelo menos dez universidades públicas tenham sido lesadas. A operação, chamada de Vaga Certa, também resultou no bloqueio de contas bancárias que teriam sido usadas no esquema. De acordo com o material apreendido - boletos bancários, cheques, fotos e até de uma máquina que falsificava documentos - a quadrilha atuava desde 2002.
Redação Terra