Operação Vaga Certa: PF prende 7 suspeitos

30 de abril de 2007 • 09h35 • atualizado às 23h14

Ernani Alves e Robério Lessa
Direto do Rio de Janeiro e Fortaleza

Rio de Janeiro


A Polícia Federal começou na manhã de hoje a operação Vaga Certa para prender nove acusados de vender vagas em universidades públicas e particulares. Eles tiveram prisão decretada pela Justiça, que expediu também oito mandados de busca e apreensão após denúncia do Ministério Público. Sete pessoas já foram presas, sendo duas no Rio de Janeiro e cinco no Ceará.

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Neide Alvarenga Cedaro e o marido dela, Anélio Cedaro, detidos no Rio de Janeiro, estão na Superintendência da PF no centro da cidade. Eles seriam os responsáveis pelas negociações com os candidatos interessados no esquema.

A quadrilha contava com a participação de universitários que faziam as provas de vestibular no lugar dos verdadeiros candidatos. Eles receberiam R$ 6 mil por cada aprovação. Os futuros estudantes teriam de pagar valores entre R$ 25 e R$ 70 mil pelo serviço. Aline Saraiva Martins, Marisa Badeira de Araújo, Pedro Hugo Bezerra Filho, presos em Fortaleza, são suspeitos de realizar as provas em nome dos candidatos. No grupo, eles eram chamados de "pilotos".

O estudante de medicina Olavo Vieira de Macedo é apontado como mentor da quadrilha no Ceará. A mãe do estudante, Maria de Fátima Vieira de Macedo também foi presa, também foi presa na operação.

Segundo o delegado Lorenzo Pompilho da Hora, a quadrilha atuava em todo o País. As fraudes ocorreram em concursos de ingresso a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, Universidade Federal Fluminense (UFF) e nas universidades de Vassouras, de Petrópolis e Gama Filho, no Rio de Janeiro.

A PF estima que pelo menos dez universidades públicas tenham sido lesadas. A operação, chamada de Vaga Certa, também resultou no bloqueio de contas bancárias que teriam sido usadas no esquema. De acordo com o material apreendido - boletos bancários, cheques, fotos e até de uma máquina que falsificava documentos - a quadrilha atuava desde 2002.

Os presos vão responder pelos crimes de fraude, utilização de documentos falsos, vantagem econômica e formação de quadrilha.

Redação Terra
 
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