Furacão: ministro do STJ pede para depor

20 de abril de 2007 • 21h23 • atualizado às 21h30

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina quer depor sobre seu suposto envolvimento no esquema de jogos ilegais desmantelado na semana passada pela Operação Furacão da Polícia Federal. Ele nega as acusações. A informação é do Jornal Nacional.

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De acordo com o advogado do ministro, Antônio Carlos de Almeida Castroele, ele pediu para depor. "Não se pode imaginar um ministro do tribunal ter aberto contra ele um processo sem que tenha sido sequer dado a ele a oportunidade de falar", alegou.

O inquérito que deu origem à operação corre em segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) porque o nome de Medina foi citado nas investigações. Segundo o procurador-geral da República, Luiz Fernando de Souza, não foi feito um pedido de prisão para o ministro junto com os outros 25 detidos pela Furacão porque não há provas de seu envolvimento no esquema.

Segundo a polícia, o irmão do ministro, Virgílio Medina, que foi preso, pediu dinheiro para interferir em decisões judiciais de Paulo sobre a liberação de máquinas caça-níqueis. O pedido inicial foi de R$ 600 mil, mas a negociação teria sido fechada por um R$ 1 milhão.

Afastamento
O ministro apresentou nesta sexta-feira pedido de licença médica e se afastou de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 28 dias.

Redação Terra
 
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