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Mineira: liberação de preso será investigada no Rio

20 de abril de 2007 02h43 atualizado às 13h29

As corregedorias das polícias Civil e Militar abriram sindicância para apurar por que Thiago de Melo Castro, o TH, 23 anos, apontado como um dos líderes do ataque ao morro da Mineira, no Rio, na terça-feira, foi liberado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

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Ele e outros quatro rapazes - dois deles menores - foram flagrados por policiais do 1º BPM (Estácio) escondidos na caçamba de um caminhão dentro do Cemitério do Catumbi.

Dois tenentes do 1º BPM estão afastados temporariamente do serviço de rua e tiveram rádios e armas apreendidos. A Corregedoria Geral Unificada (CGU) acompanha as duas investigações. O Ministério Público requisitou a abertura de inquérito para apurar a misteriosa liberação de TH.

"Estamos acompanhando os dois procedimentos e, até segunda-feira, pretendo saber o que houve. Se depois de preso o grupo foi levado à 6ª DP (Cidade Nova), então todos tinham que ter sido identificados lá mesmo e, aí sim, os menores encaminhados à DPCA. Se o policial militar omitiu informação durante o registro de ocorrência na DPCA, também vai responder", afirmou o corregedor-geral, desembargador Gustavo Adolpho Kuhl Leite.

No registro da DPCA, aprecem os nomes dos dois adolescentes, de 17 e 16 anos, além de Rafael Carlos Duarte, 19, e Luciano Leite, 30, ambos autuados por corrupção de menores. No mesmo registro, é mencionado que Thiago foi encontrado nas "cercanias do cemitério" e, por isso, conduzido à delegacia, mas fotos de O Dia feitas após a prisão mostram os cinco presos e amarrados juntos dentro do cemitério.

O grupo foi levado à 6ª DP e, como havia menores, acabou seguindo para a DPCA. O delegado Luiz Lima, que estava de plantão na especializada no dia, disse que os dois tenentes da PM que apresentaram TH contaram que o jovem não estava com os outros quatro e só foi conduzido à delegacia porque estava sem documentos. Como nada constava contra ele, acabou liberado.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, determinou que a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar faça uma investigação sumária do caso. Ontem, o corregedor da PM, coronel Paulo Ricardo Paul, se reuniu com o comandante do 1º BPM, tenente-coronel Carlos Noberto Mendes. Alguns policias que participaram da ação no Catumbi já foram ouvidos.

O promotor Homero das Neves Freitas Filho, da 23ª Promotoria de Investigação Penal, solicitou à Corregedoria da Polícia Civil que ouça os delegados da 6ª DP e da DPCA e identifique os agentes que estavam de plantão no dia da ocorrência nas duas unidades

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