Furacão: PF tem provas contra parlamentares

19 de abril de 2007 • 03h29 • atualizado às 03h29

O documento da Polícia Federal (PF) que solicitou a prisão dos 25 investigados pela Operação Furacão elaborado avalia que há "indícios e provas" da existência de "pagamento rotineiro" de propinas a parlamentares que fariam lobby para liberar a exploração do jogo no País.

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Segundo a Folha de S.Paulo, as 4 mil páginas do inquérito mostram apenas os nomes dos deputados federais Marina Maggessi (PPS-RJ) e Simão Sessim (PP-RJ).

Escutas telefônicas da PF indicam que Magessi recebeu doação para a campanha de 2006 por meio de caixa dois do bicheiro Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. A deputada nega que esteja envolvida.

Sessim teria sido procurado por seu primo - o bicheiro Aniz Abrahão David - para que o parlamentar trabalhasse na aprovação de um projeto pró-bingos. Eles fariam contatos com outros deputados para alcançar esse objetivo.

"A análise do material até agora produzido traz indícios e provas de que o grupo teria contribuído para a campanha eleitoral de alguns candidatos, bem como demonstrou que alguns integrantes mantêm contato direto com integrantes do Parlamento federal, inclusive de modo espúrio, indicando existência de pagamentos rotineiros a determinados agentes políticos", diz o documento policial, citando a Aberj (Associação de Bingos do Rio de Janeiro) como a entidade que faria o contato com os políticos.

Redação Terra
 
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