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França pede que turista guarde R$ 50 para ladrão

13 de abril de 2007 06h41

O governo francês tem feito uma recomendação expressa aos turistas daqueles país que visitam o Brasil: "nunca andar com muito dinheiro, mas dispor sempre de uma nota de R$ 50 para entregar, sem hesitação nem demora, em caso de assalto."

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A dica constava no site do Ministério das Relações Exteriores francês, mas, com outros conselhos relativos à segurança dos turistas, foi publicada esta semana também na página da Embaixada da França no Brasil, após o assassinato recente de quatro franceses - três no Rio, em fevereiro, e um em Japeri, mês passado.

A menção aos homicídios aparece logo no início do texto do site do Ministério, que recomenda "a maior prudência possível" ao visitar o Rio. "Esses episódios provocaram comoção na França", observa o vice-cônsul francês na cidade, Cédric Prieto.

Dois tópicos também merecem destaque: os brasileiríssimos disque-extorsão e "boa noite, Cinderela", devidamente explicados para quem vem visitar o Brasil. Na lista de "Conselhos gerais de segurança a se respeitar" do Ministério há 18 itens, enquanto a da embaixada contém nove, entre eles o dos R$ 50 - pouco mais de 18 euros -, reservados ao bandido.

Como bom diplomata, Prieto evita admitir que seja expressamente esta a recomendação, embora o texto esteja claro: "o importante é não andar com grandes somas. Mas é necessário ter algum dinheiro no bolso para imprevistos como ter que pegar um táxi, comprar um remédio ou até ser assaltado. Não vale a pena andar com R$ 200 ou R$ 500."

Passeios perigosos
Outras três cidades também são citadas nos sites: Brasília, São Paulo e Recife. Entre os conselhos comuns a todas estão se manter vigilante e discreto e não reagir em caso de assalto. No Rio, há dicas específicas relativas a passeios perigosos, como Vista Chinesa e Santa Teresa, e vias mais violentas, a exemplo da avenida Brasil e das linhas Vermelha e Amarela.

Além dos turistas que visitam o Brasil, as recomendações dos serviços de diplomacia valem para aqueles que passaram a morar no País. Daí a inclusão do disque-extorsão, que, segundo o vice-cônsul, já fez vítimas francesas no Rio. "Esse golpe já foi aplicado em integrantes da comunidade francesa na cidade. Felizmente, não funcionou, mas ano passado houve muitos casos", afirma Cédric Prieto.

Nos sites do Ministério e da Embaixada, o texto explica que o disque-extorsão é "um fenômeno de pedido de resgate por telefone celular que se torna cada vez mais freqüente". Após detalhar o golpe, como orientação sugere-se "não entrar em pânico e tentar obter o máximo de informações do interlocutor para levá-lo a se contradizer e tentar contato direto com o suposto refém".

Cuidados
Centro: "manter-se precavido na Lapa e na Cinelândia. Deve-se evitar o Centro no fim de semana. Atenção total nos arredores da rodoviária, onde há muitos malfeitores."

Cristo Redentor: "ir ao Corcovado somente em visitas organizadas e evitar os arredores. Em compensação, o acesso ao Pão de Açúcar pelo bondinho é seguro."

Praias: "evitar as praias de Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon no fim da tarde, no início da manhã e quando o tempo estiver ruim, porque elas são menos freqüentadas. A beira-mar em Copacabana é mais perigosa, porque a faixa de areia é maior e a visibilidade da avenida Atlântica fica prejudicada."

Vias expressas: "à noite, evitar vias rápidas como a avenida Brasil e as linhas Amarela e Vermelha, que leva ao aeroporto internacional."

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