Saito: baixa coletiva de controladores é "tiro no pé"

11 de abril de 2007 • 16h42 • atualizado às 17h02

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, afirmou nesta quarta-feira, durante audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a crise no setor aéreo, que não acredita em uma baixa coletiva dos controladores de vôo. Essa possibilidade foi levantada ontem pelo presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA), Wellington Rodrigues. Segundo ele, cerca de 50 controladores do Cindacta 1, em Brasília, podem deixar a carreira militar. Saito comparou uma baixa coletiva a dar "um tiro no próprio pé".

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"Todo mundo tem família, como eles poderiam dar baixa? Eu sinceramente não acredito nisso, é a mesma coisa que dar um tiro no pé", afirmou o comandante.

Saito disse também que a Aeronáutica está realizando um estudo para que os controladores militares possam ter uma maior ascensão em suas carreiras. Atualmente, eles só podem chegar ao posto de tenente-coronel, mas a intenção é que eles possam vir a ser coronéis. "O mais importante para nós militares é uma ascensão na carreira, não é o salário. Se eu quisesse ser rico, não estaria aqui", afirmou.

O aumento salarial é uma das principais reivindicações dos controladores de vôo, que levou à paralisação da categoria em todo o País no dia 30 de março, e um dos pontos que está sendo negociado junto ao governo federal.

Redação Terra
 
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