Presidente da Anac nega crise no setor aéreo

11 de abril de 2007 • 11h44 • atualizado às 12h13

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


Ao contrário dos outros participantes da audiência pública que discute a crise aérea nesta quarta-feria na Câmara dos Deputados, o presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, afirmou categoricamente que a aviação no País não passa por uma crise. "A crise no transporte aéreo está longe de ser uma crise. Nós a superamos a partir de 2004", afirmou Zuanazzi.

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Para se justificar, Zuanazzi apresentou números de crescimento do setor nos últimos anos e de investimentos para o futuro. Segundo ele, o crescimento da demanda atual do Brasil é maior que o crescimento da demanda da China. Zuanazzi disse ainda que a crise significativa pela qual o setor passou foi quando a Varig decretou falência. Segundo ele, isso resultou num impacto maior para a população brasileira do que este que está acontecendo agora.

"Vivemos o maior momento do ponto de vista da oferta de assentos. Temos o maior número de passageiros voando em todo o País, mais do que nunca", disse.

Na mesma audiência, minutos antes, o ministro da Defesa, Waldir Pires, admitiu problemas no setor. Pires disse que há problemas de recursos humanos e de equipamentos. "Temos uma crise, uma crise decorrente de diversos fatores", constatou.

Obsoleto
O brigadeiro-do-ar Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, negou que o sistema de controle de tráfego de aviação do Brasil esteja obsoleto. Ao contrário, ele mostrou fotos e dados tentando provar a modernidade dos procedimentos e equipamentos. Saito falou sobre a jornada de trabalho dos controladores de vôo, que não seria excessiva. Conforme o brigadeiro, os controladores trabalham oito horas por dia, com duas de descanso e recebem ganham R$ 4.625,00.

Redação Terra
 
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