Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
As sessões das segundas-feiras passaram a acontecer apenas quando o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), tomou posse, mas não teve a receptividade dos parlamentares. Agora, como de costume, os deputados terão que vir para Brasília apenas de terça a quinta.
"Todos os líderes, de todos os partidos foram pressionados pelas suas bancadas. Eles alegam que nas segundas há reivindicações em seus Estados e que eles (deputados) não estão conseguindo atender a estas demandas", disse o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ).
De acordo com os líderes, a sessão de segunda-feira será substituída por uma na terça de manhã apenas na semana que vem, em caráter experimental. A proposta, no entanto, deve vingar, já que conta com o apoio de todos os partidos.
Salários e CNEsSem acordo na Medida Provisória (MP) que tranca a pauta, a que trata do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), os líderes não discutiram na reunião de hoje temas polêmicos, como o reajuste salarial dos parlamentares e a contratação dos Cargos de Natureza Especiais (CNEs). Ao invés disso, os Democratas (ex-PFL), que já estavam obstruindo a pauta do Plenário, ganharam apoio de toda a oposição.
O líder da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS), faz questão de lembrar, contudo, que essa obstrução não está ligada com a demora da instalação da CPI do Apagão Aéreo. "Se o governo não conversar sobre nossas prioridades, vamos obstruir. Faço questão de lembrar, porém, que isso não tem nada a ver com a CPI. Essa é uma obstrução apenas pontual", disse o líder.
Já o vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS) diz que a questão do Fundeb é muito importante para o país e que "por isso o governo continuará fazendo a sua função".
Redação Terra