Polícia descobre frigorífico que "bronzeava" frango

04 de abril de 2007 • 10h21 • atualizado às 21h29
Frangos eram bronzeados para serem vendidos com preço mais elevado Foto: Ernesto Carriço/O Dia
Frangos eram "bronzeados" para serem vendidos com preço mais elevado
04 de abril de 2007
Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor estouraram na manhã desta quarta-feira um frigorífico clandestino no bairro Gardênia Azul, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. No estabelecimento, que estava sem alvará desde fevereiro, havia uma piscina com urucum, que serviria para fazer o "bronzeamento" dos frangos brancos e vendê-los como frangos caipira, que são mais caros.

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O frigorífico clandestino tinha acabado de receber um carregamento de 1.450 frangos, que seriam abatidos nesta quarta. A polícia deu o flagrante após o caminhão com placa de Petrópolis entrar no local, onde também havia cerca de 1,2 tonelada de carne suína, 50 quilos de lingüiça e 3,5 mil frangos de granja.

Os cerca de 30 funcionários que chegavam para trabalhar ficaram de braços cruzados enquanto a varredura era feita. O abatedouro apresentava condições precárias de higiene, tendo inclusive baratas mortas no chão.

Os produtos eram vendidos para açougues, padarias, mercearias e mercados de pelo menos 11 bairros do Rio de Janeiro, além de Nova Iguaçu e Niterói.

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