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Entre metrópoles, Fortaleza teve maior crescimento

02 de outubro de 2003 13h49

Das 13 metrópoles, com mais de 1 milhão de habitantes, Fortaleza teve a melhor performance ao longo da década de 90 em função do aumento da freqüência à escola. Conforme o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), Porto Alegre segue líder, enquanto São Paulo caiu da 2a. para a 5a. posição do ranking.

Fortaleza registrou um crescimento de 9,6% na década de 90. Com isso, a capital cearense passou da última para a penúltima colocação no rol das maiores cidades. Seu desenvolvimento humano foi alavancado pelo crescimento de 12,8% no subíndice relativo à educação, também o mais intenso nesse grupo de cidades. Isso foi possível graças, principalmente, à elevação da taxa bruta de freqüência à escola de 69% para 88%.

Na ponta oposta, a metrópole que menos evoluiu foi Manaus (AM), cujo aumento do índice foi de apenas 3,9%. Isso fez com que a capital do Amazonas caísse da 11a posição para a última colocação entre 1991 e 2000.

O que mais atrapalhou o desenvolvimento humano da capital amazonense no período foi a queda de sua renda per capita de R$ 276,90 para R$ 262,40, fato único entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Isso pode estar relacionado com o acentuado crescimento populacional experimentado por Manaus entre 1991 e 2000: 39%, o maior do grupo. Foram 394 mil novos moradores, número inferior apenas ao de Brasília, que incorporou 450 mil habitantes à sua população na década.

Porto Alegre segue como a primeira posição
Na média, o IDH-M das maiores cidades brasileiras cresceu 6,1%. Entre elas, o maior desenvolvimento humano continua sendo o de Porto Alegre (RS), com índice de 0,865. A capital gaúcha lidera nos subíndices de renda e educação.

Em longevidade, só fica atrás de Curitiba (PR). Nessa dimensão, a capital paranaense cresceu acima da média e ultrapassou Porto Alegre e Brasília. Os maiores ganhos de esperança de vida foram registrados por Salvador, Fortaleza, Recife e Belém.

São Paulo, que era a segunda mais bem colocada no grupo das maiores cidades brasileiras em 1991, teve uma evolução de apenas 4,5% no seu IDH-M e caiu para o quinto lugar, ficando atrás de Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro. Essa perda de posições se explica por um crescimento pífio da dimensão renda (2,6%, superior apenas aos de Guarulhos e Belém) e de a capital paulista ter caído da 5a para a 9a colocação na dimensão educação. A capital paulista tem a 5a melhor taxa de alfabetização (95%), mas a terceira pior taxa bruta de freqüência à escola (85%), superior apenas às de Guarulhos e Manaus.

O Rio de Janeiro, por sua vez, passou da 5a para a 4a colocação no ranking do IDH-M das metrópoles brasileiras porque teve avanços maiores do que os de São Paulo em renda per capita e longevidade.

O grupo das maiores cidades abriga 34,4 milhões de pessoas, ou 20% da população do país.

Redação Terra