Líderes da oposição sinalizaram nesta segunda-feira que criarão problemas para aprovar em plenário a medida provisória (MP) que desmilitariza o controle aéreo. A decisão foi tomada após reunião de emergência entre PPS, PSDB e Democratas (ex-PFL) que servirá para pressionar pela instauração da CPI para investigar o apagão. Lula deve assinar a MP ainda esta semana.
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Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Carlos Pannunzio (SP), a crise não é tão simples assim e, portanto, não pode ser resolvida apenas por uma MP. "Não acredito que uma medida resolva todo o problema. Não se pode fazer alterações dessa forma", afirmou.
Os líderes também classificaram a situação do Ministro da Defesa, Waldir Pires, como insustentável. Para Pannunzio, o governo está adotando a "política do avestruz, ou seja, não quer encarar o problema de frente".
A oposição também criticou o fato de o presidente Lula ceder às pressões dos controladores. Na opinião dos líderes oposicionistas, cumprindo as exigências, "ganharam os amotinados e perdeu a sociedade".
Após a reunião desta segunda-feira, a oposição também confirmou que insistirá com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Os líderes se encontrarão ainda hoje, às 15h, com o presidente da Casa, para exigir a instalação imediata da comissão e se dizem otimistas.
"Todos os argumentos para a não instalação da CPI caíram por terra após sexta-feira. O Chinaglia tem que mostrar se é o presidente do parlamento e de todos os brasileiros ou apenas um enviado do planalto", disse o líder dos Democratas, Ony Lorenzoni (RS).
Base governista
Apesar dos novos acontecimentos do final de semana e da pressão da oposição, os governistas continuam convictos de que a CPI não é necessária. Para o vice-líder do PT, Henrique Fontana (RS), a comissão poderia trazer outros problemas para a sociedade. "A CPI pode botar ainda mais fogo no circo. Não acho que a guerra de uma CPI contribua nesta momento", argumenta.
- Redação Terra


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