inclusão de arquivo javascript

 
 

Sobel é preso acusado de furtar gravatas nos EUA

29 de março de 2007 15h30 atualizado em 03 de agosto de 2011 às 13h51

O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz a foto de Sobel sendo fichado. Foto: Departamento de Polícia Palm Beach/Divulgação

O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz a foto de Sobel sendo fichado
Foto: Departamento de Polícia Palm Beach/Divulgação

Felipe Gil
Direto de São Paulo

O rabino Henry Sobel, presidente licenciado do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), foi preso na última sexta-feira, dia 23, acusado de furtar quatro gravatas em três lojas de grife na mesma avenida de Palm Beach, no Estado da Flórida, Estados Unidos. Em comunicado divulgado à imprensa na noite desta quinta-feira, Sobel afirma que "jamais teve a intenção de furtar qualquer objeto" em toda a sua vida.

» Veja a primeira página do BO
» Veja a segunda página do BO

De acordo com o site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach, Sobel foi preso sob três acusações por furto às lojas Louis Vuitton, Gucci e Giorgio's Palm Beach.

Ele teria pego quatro gravatas. O endereço em São Paulo dado por Sobel no departamento de polícia é mesmo do rabino. Sobel foi procurado para comentar a acusação mas não foi encontrado.

As acusações estão sob os números 2007016314, 2007016315 e 2007016316. De acordo com o site, ele foi preso às 18h45 (horário local) de sexta e liberado às 15h30 de sábado, dia 24.

A assessoria de imprensa da CIP divulgou nota informando sobre o pedido de afastamento às 20h de quinta-feira.

O comunicado afirma que "Sobel está há mais de 35 anos na CIP, atuando como líder comunitário, tendo prestado ao longo desses anos serviços relevantes à sociedade como um todo. A CIP, com todo respeito e consideração que tem pelo seu rabino, aceitou seu pedido colocando-se à disposição para ajudá-lo no que for necessário". Foi confirmado também que o rabino está no Brasil.

Sobel foi liberado no sábado após pagamento de fiança. Segundo o jornal Palm Beach Daily News, o valor foi de US$ 3 mil.

O site do escritório do Xerife do condado de Palm Beach traz o registro fotográfico de Sobel na delegacia.

O boletim de ocorrência do fato, assinado pela policial Michele Pagan, diz que ela foi chamada às 12h40 (horário local) à loja Louis Vitton e que uma funcionária suspeitava do furto de uma gravata, supostamente ocorrido cerca de 20 minutos antes.

A policial relata ter assistido ao vídeo do circuito interno da loja e visto um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa de mangas compridas, na seção de gravatas.

Depois, ele aparece dobrando a gravata e após ficar cerca de dez segundos fora do alcance das câmeras aparece novamente sem nada nas mãos. A gravata não foi encontrada na área da loja que não estava visível para as câmeras.

A policial relata que abordou Sobel às 14h09 em uma avenida e se aproximou dizendo que investigava um incidente na loja Louis Vitton. Sobel teria se identificado e respondido imediatamente que não havia pego nada e que não tinha entrado na loja. A policial chamou por reforços e leu os direitos para ele, que teria assinado em consentimento.

Após negar o furto, Sobel teria se oferecido para pagar pela gravata. A oficial acrescenta que, após conversar com o rabino, ele admitiu o furto e afirmou que a gravata estava em seu carro, estacionado em uma garagem próxima. A policial afirma que Sobel permitiu que ela revistasse o veículo.

Escoltado por Michele Pagan e mais dois policiais, Sobel foi levado para o estacionamento. O carro em questão seria um Toyota Avalon azul, ano 2007. Lá estaria uma sacola vermelha com uma gravata vermelha da Louis Vitton com etiqueta de preço indicando o valor de US$ 170. No carro foram encontradas outras gravatas.

A policial devolveu à loja Louis Vitton duas gravatas. A vermelha, de US$ 170, e uma rosa, de US$ 180. Uma funcionária da loja identificada como Regina Grados teria confirmado que nenhuma das duas gravatas havia sido comprada.

Quando a gravata da loja Gucci estava sendo devolvida pela policial, ela assistiu ao vídeo interno da loja, que mostraria Sobel retirando uma gravata rosa de uma prateleira e colocando-a no bolso direito de sua calça. Ele teria deixado a loja sem pagar pelo produto.

Na loja Giorgio's of Palm Beach, onde foi devolvida uma gravata laranja de seda no valor de US$ 175, a funcionária Rebecca Bell teria afirmado que não houve vendas relacionadas àquele produto.

Uma quinta gravata foi levada à loja Giorgio Armani, mas a gerente da loja teria dito que estava com clientes e que não poderia tomar ações quanto ao ocorrido.

Baseada nos fatos descritos, a policial acusa Sobel de três furtos, no valor total de US$ 680.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo rabino:
COMUNICADO À IMPRENSA

"Jamais tive a intenção de furtar qualquer objeto em toda a minha vida. Pessoalmente, estou habituado a enfrentar crises e acusações de que posso me defender. Só não posso admitir que tentem desqualificar os valores morais que sempre defendi".

Rabino Henry I. Sobel

Terra