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Bronzeamento teria queimado 98% de corpo de estudante

28 de março de 2007 02h34 atualizado às 12h39

Só o couro cabeludo de Andréa escapou. Foto: Reprodução

Só o couro cabeludo de Andréa escapou
Foto: Reprodução

Há 13 dias, a estudante de hotelaria Andréa Santos Lindner, 34 anos, está internada em estado gravíssimo no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, Rio de Janeiro, com queimaduras de primeiro e segundo graus em 98% do corpo. Apenas o couro cabeludo escapou. Ela foi internada depois de uma sessão de bronzeamento artificial nos dias 14 e 15 de março. A dona da estética, onde foi feito o bronzeamento, não acredita que a máquina possa ter provocado as queimaduras.

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Andréa fez o bronzeamento artificial na Clínica de Estética Marly Machado, que funciona no terceiro piso do Shopping Barra Square, na Barra da Tijuca, a cerca de 2 km do apartamento da estudante. Segundo o marido, na noite do dia 15, em casa, Andréia começou a se sentir mal.

"À noite, ela reclamou que estava ardida. Mas só no dia seguinte piorou e pediu para eu chamar um médico. Fomos ao hospital, e foi neste momento em que as bolhas começaram a aparecer", conta Antônio Gadelha. Desde o dia 16, Andréa está internada no Hospital Quinta D'Or.

A esteticista Marly Machado disse que a responsabilidade não é de sua clínica. "É impossível que ela tenha sofrido esta queimadura pelo tratamento na cama de bronzeamento artificial. Na verdade, só fez uma das sessões. Ela pode ter feito alguma outra coisa após sair de lá. Quem sabe não foi pegar sol? O fato é que a cama não causa queimaduras desse tipo", afirma Marly.

O tratamento
Segundo o hospital, a queimadura é extensa, e Andréa está respirando com auxílio de aparelhos. Nos últimos dias, a paciente tem ficado em coma induzido em virtude das fortes dores.

"O caso dela nos causou comoção porque, sábado, dava para ouvir os gritos de dor dela em todos os corredores", lembra o marido, o consultor de empresas Antônio Ramos Gadelha, 53 anos.

Andréa tem passado por processo que os médicos chamam de desbridamento, espécie de raspagem da pele. Hoje, será submetida a esta cirurgia pela sexta vez em menos de duas semanas. O sofrimento da universitária mudou a vida de toda a família. Sua mãe veio de Porto Alegre, e o irmão saiu de Brasília para passar o fim de semana ao seu lado. O marido, apesar de estar consciente do risco de morte de sua mulher, mantém a fé na recuperação: "O caso da modelo (Bia Furtado) que se queimou no ônibus em dezembro e se recuperou nos dá fio de esperança para nos agarrarmos", desabafa.

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