João Hélio: acusado pode ter liberdade em 4 meses

22 de março de 2007 • 20h29 • atualizado às 21h12

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


A juíza Adriana Angeli de Araújo, da 2ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, informou na noite desta quinta-feira, que o adolescente de 16 anos, envolvido no assassinato do menino João Hélio, 6 anos, pode ficar 3 anos em regime fechado, cumprindo medida socioeducativa. No entanto, existe a possibilidade dele ganhar liberdade assistida em quatro meses.

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A magistrada afirmou que o rapaz passará por avaliações a cada quatro meses e numa dessas consultas, feitas por especialistas (psicólogos e assistentes sociais) do Juizado de Menores, o jovem pode acabar ganhando liberdade assistida. "Em agosto, o menor deve passar por uma avaliação. E, se os profissionais considerarem adequado, ele pode progredir de regime".

A juíza disse ainda que, de acordo com os depoimentos das testemunhas e dos próprios acusados, tanto do adolescente quanto dos quatro maiores de idade, ela não tem dúvida de que todos sabiam que estavam arrastando João Hélio.

O menino morreu em fevereiro, após ser arrastado por 7 km pelas ruas do Rio de Janeiro. Ele estava no banco traseiro de um Corsa Sedan, dirigido por sua mãe, em Cascadura, no subúrbio carioca. Ela foi rendida por assaltantes e conseguiu escapar com a filha que estava no banco da frente do veículo. João Hélio ficou preso ao cinto de segurança. Os bandidos saíram em disparada e o menino foi arrastado pendurado ao cinto por dez ruas.

Redação Terra
 
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