Ministro descarta crise aérea e culpa lei de Murphy

21 de março de 2007 • 13h07 • atualizado às 14h06

Helena Fruet
Direto de São Paulo

São Paulo


Em seu último evento como ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, descartou, nesta quarta-feira, em São Paulo, que o setor aéreo do País vive um momento de crise, dizendo que existem apenas problemas pontuais que já foram identificados e serão resolvidos. Segundo o ministro, houve uma conjunção de fatores, que classificou como lei de Murphy, que levou a atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos brasileiros desde o ano passado.

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"Não temos uma crise do setor aéreo, porque crise é quando você tem uma difícil solução. Nós temos problemas focados cujas soluções estão em curso", disse Mares Guia a jornalistas. "O que temos é problema de gestão e problema de empresas". "Ao contrário do que parece, as empresas aéreas cresceram no ano passado e os brasileiros estão viajando mais de avião", afirmou.

O ministro citou como problemas pontuais a crise da Varig nos últimos anos, o acidente com um avião da Gol e os conseqüentes problemas com os controladores de vôo.

"O termo apagão aéreo contempla tudo e ao mesmo tempo nada. Todas as informações já foram pedidas e fornecidas. Tudo está sendo feito. Não tem sentido que o governo apóie esta CPI", disse o ministro. Mares Guia afirmou ainda que a situação dos aeroportos vai melhorar em breve com a diminuição das chuvas e a recuperação da pista de Congonhas.

Segundo Mares Guia, estão previstos no PAC R$ 1 bilhão para a ampliação e reformas dos aeroportos no País para este ano. E mais R$ 2 bilhões nos próximos quatro anos. Segundo o ministro, nos últimos três anos, houve um aumento de 50% no número de passageiros nos aeroportos brasileiros.

Com agências

Redação Terra
 
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