D. Odilo Scherer é o novo arcebispo de São Paulo

21 de março de 2007 • 04h19 • atualizado às 15h16
Odilo Pedro Sherer (foto) vai substituir d. Cláudio Hummes Foto: Agência Brasil
Odilo Pedro Sherer (foto) vai substituir d. Cláudio Hummes
21 de março de 2007
Foto: Agência Brasil

O papa Bento XVI nomeou nesta terça-feira o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Odilo Scherer, 57 anos, para suceder d. Cláudio Hummes à frente da Arquidiocese de São Paulo, a maior do Brasil e terceira maior do mundo, com seis milhões de católicos.

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Desde 30 de outubro do ano passado, data da nomeação oficial de d. Cláudio como prefeito da Congregação para o Clero, foram feitas consultas sigilosas a todos os bispos de São Paulo, aos cardeais do Brasil, ao colégio de consultores da arquidiocese paulistana e ao presidente da CNBB, d. Geraldo Majella Agnelo.

Bispo-auxiliar de São Paulo, d. Odilo sempre figurou na lista dos prováveis cotados a assumir o posto, por ser considerado jovem e próximo ao Vaticano.

Posse
Gaúcho de Cerro largo e descendente de imigrantes alemães da região do Sarre, o novo arcebispo de São Paulo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado. Assim como d. Cláudio, é considerado moderado. Por sete anos, entre 1994 e 2001, foi oficial da Congregação para os Bispos, órgão que analisa os postulantes à chefia das dioceses.

O núncio apostólico d. Lorenzo Baldisseri, representante do Papa no Brasil, coordenou o processo de escolha do novo arcebispo de São Paulo. Foi ele quem enviou a lista com os três nomes considerados mais adequados para assumir o cargo ao pontífice e a um conselho de cardeais no Vaticano. Com a nomeação, o arcebispo terá tempo, segundo o direito canônico, de ser empossado antes da viagem do Papa ao Brasil, entre os dias 9 e 13 de maio.

A administração da arquidiocese paulistana foi interinamente designada aos cuidados do bispo-auxiliar para a região da Sé, o espanhol d. Manuel Parrado Carral.

Alguns especialistas em religião acreditavam que, ao assumir como administrador apostólico, d. Manuel estaria entre os cotados para ser o novo arcebispo da Arquidiocese, que, além dele, conta com outros seis bispos-auxiliares.

Criada diocese em dezembro de 1745 e elevada à arquidiocese em junho de 1906, a Arquidiocese de São Paulo é dividida em seis regiões episcopais: Sé, Belém, Ipiranga, Santana, Lapa e Brasilândia.

Desde d. Bernardo Rodrigues Nogueira - que comandou a Arquidiocese entre 1745 e 1748 - estiveram no comando da Arquidiocese de São Paulo 13 bispos e seis arcebispos. Os mais recentes foram d. Agnello Rossi, d. Paulo Evaristo Arns e d. Cláudio Hummes.

Nomeado prefeito da Congregação para o Clero, d. Cláudio foi arcebispo de São Paulo entre 1998 e 2006. Foi o terceiro brasileiro a assumir uma Congregação no Vaticano.

Os outros foram d. Agnelo Rossi, à frente da Congregação para a Evangelização dos Povos (1970-1984), e d. Lucas Moreira Neves, na Congregação para os Bispos (1998-2000). Em comum, os três foram bispos na Arquidiocese de São Paulo.

"É uma pessoa com experência da cidade de São Paulo, da CNBB e da hierarquia da igreja, por ter passado por vários anos em Roma", diz o padre José Oscar Beozzo, teólogo e coordenador do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelizaçnao e Educação Popular em São Paulo (Cesep).

"Era um dos nomes da lista de favoritos. Dentro do episcopado brasileiro, tínhamos cotados com vantagens e desvantagens. D. Odilo aparece como um com muita experiência e bom trânsito por todos estes lugares."

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