Após oito dias em coma no Hospital Ordem 3ª da Penitência, na Tijuca, morreu ontem, às 8h, o professor de Educação Física Marcos Avellar do Nascimento, 35 anos. Ele foi encontrado desacordado, muito machucado dia 13, no pátio do Colégio Estadual Agripino Grieco, no Engenho de Dentro, no Rio, onde dava aulas. Laudo preliminar do Instituto Médico-Legal (IML) indica que ele sofreu traumatismo craniano.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) vai entrar com representação para que o Ministério Público Estadual também investigue o caso.
A Secretaria Estadual de Educação, que abriu sindicância para apurar a morte, defende que o professor foi vítima de acidente. Segundo o órgão, ao sair de uma sala, ele teria levado esbarrão de aluno que corria e caiu, batendo com a cabeça no chão.
A família não aceita essa versão. "Meu filho estava com muitos inchaços, coágulos no cérebro e hematomas. Os médicos que o examinaram duvidam que ele tenha sido vítima de esbarrão e queda", justifica Oscar Nascimento, pai do professor morto. "Você já viu um bagaço de cana? É assim que me sinto, destruído. Mas antes de pedir Justiça, quero saber exatamente o que fizeram com o Marcos", desabafou Oscar. O professor será enterrado hoje.
Espancamento
Parentes da vítima receberam informações que ele teria sido espancado dentro do colégio, por alunos. "Não duvido disso. O Marcos estava horrível, seu rosto parecia o de um lutador de boxe após a luta. Muito inchado e cheio de manchas roxas", contou um amigo, impressionado.
Falta de segurança
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) reivindica mais segurança para os professores da rede pública em seus locais de trabalho. De acordo com a entidade, a Escola Estadual Agripino Grieco não possui nenhum inspetor. Dossiê sobre a vulnerabilidade dos mestres à violência nos colégios já havia sido encaminhado ao Ministério Público Estadual.
A morte do professor de Educação Física está sendo investigada pela 26ª DP (Todos os Santos). O delegado Roberto da Costa Gomes já intimou testemunhas e parentes de Marcos para depor. A polícia aguarda resultado da necropsia do Instituto Médico-Legal para saber, o que, de fato, levou o professor à morte.
Marcos Avellar será enterrado hoje, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Sulacap.

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