A francesa Lucie Abadia, 55 anos, interrogada no domingo, no Rio de Janeiro, por sua relação com o ex-ativista italiano da extrema esquerda Cesare Battisti, garante que não esteve no Brasil para dar dinheiro ao acusado de terrorismo, segundo informações que serão divulgadas nesta terça-feira pelo jornal Sul-Ouest.
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"Não, não me prenderam dando-lhe dinheiro". Caso contrário, "não estaria de volta à França", disse Lucie Abadia, que viajou com seu nome de solteira, Oliès, e que milita no grupo francês que apóia Battisti.
Segundo a polícia brasileira, Battisti foi detido no domingo, quando ia se encontrar com Lucie, que entrou legalmente no Brasil para, supostamente, lhe entregar 9 mil euros. A francesa disse ao jornal que em nenhum momento esteve com Battisti no Rio. Segundo Lucie, ela só viu Battisti "em uma cela", durante sua detenção provisória, e com quem sequer trocou uma palavra. No entanto, Lucie admitiu "conhecê-lo".
"O comitê de apoio não cometeu erros, como se disse. Talvez Cesare, sim. Sabíamos que estávamos submetidos a escutas telefônicas. Portanto, cautela...", acrescentou Lucie Abadia, que ao voltar para a França buscou abrigo na casa do presidente do citado grupo, o escritor Fred Vargas.
Segundo seu relato, Lucie chegou domingo ao Rio, mas o quarto do hotel em que ficaria não estava pronto, por isso foi dar um passeio pela praia enquanto esperava. Aproximadamente 10 minutos depois, ela foi detida por "policiais franceses e brasileiros" e levada a uma delegacia para ser interrogada.
A respeito dos 9.000 mil euros que carregava, Lucie disse que eram suas economias e que iria utilizá-los para custear suas férias no Brasil. O chefe de operações e da cooperação internacional da Polícia Federal do Brasil, Glorivan Bernardo de Oliveira, informou que a francesa foi "o vetor" que permitiu a localização de Battisti.
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