Eliana Gorritti
Direto de Vitória
Espírito Santo
A operação nacional vai até o dia 23 de março. Durante uma semana, as ações das corporações serão unificadas para alcançar maior visibilidade nacional.
Segundo o chefe de Polícia Civil do Espírito Santo e vice-presidente do CONCPC, delegado André Luiz Neves, "a operação é uma missão coordenada contra a criminalidade". "Nós entendemos que o trabalho conjunto é uma concentração de forças. Esse é um esforço a mais diante de tudo que nós já fazemos", completou.
André Neves também é coordenador do grupo de operações e afirmou que cada delegado geral pode adequar as ações em sua localidade. "O objetivo da operação é o cumprimento de mandados de prisão contra crimes de homicídio. Essa foi a sugestão do núcleo de operacionalidade para todo País, mas cada delegado tem a liberdade de adequar o planejamento e implementar a operação que lhe parecer mais adequada", explicou.
A operação vem sendo planejada há pelo menos 20 dias. Detalhes sobre a ação dos policiais não estão sendo divulgados. Informações sobre o número de agentes empregados, alvos da ação e número de mandados são mantidas sob sigilo, para que os resultados não sejam comprometidos.
A iniciativa da operação partiu da Polícia Civil do Espírito Santo, que enviou o planejamento ao presidente do CONCPC, Mário Jordão Toledo Leme. O segundo passo foi a realização de uma consulta às polícias de todo o País para a criação de uma agenda comum.
Informações extra-oficiais dão conta de que pelo menos oito pessoas foram detidas apenas no Espírito Santo. "Quarenta minutos após o início da operação já tivemos notícias de pessoas presas. Nós ainda não sabemos quantas pessoas foram detidas, mas a eficiência dessa operação não está apenas na quantidade de pessoas presas e sim na visibilidade, na divulgação e no recado em nível nacional que está sendo dado pelas policias civis", destacou Luiz Neves.
No Espírito Santo, os suspeitos estão sendo encaminhados à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, depois eles serão levados a presídios estaduais. "As unidades prisionais do Estado realmente estão com a lotação 'incômoda', mas isso é resultado de muito trabalho e nós não vamos deixar de trabalhar por causa da dificuldade de vagas", destacou o chefe de Polícia Civil do Estado.
Um balanço nacional da operação será divulgado na sexta-feira.
Redação Terra