Cesare Battisti foi um dos chefes da organização de extrema-esquerda dos Proletários Armados pelo Comunismo |
Há um mês, os agentes franceses foram informados de que Battisti entraria em contato com uma pessoa enviada pelo comitê de apoio formado na França após sua fuga, uma mulher que lhe entregaria dinheiro, segundo o jornal Le Figaro. Desde então, começaram a ser monitorados os passageiros de vôos entre a França e o Brasil.
Battisti, 52 anos, foi condenado, em 1993, pela Justiça italiana à prisão perpétua por sua militância à frente do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Em 1990, Battisti refugiou-se na França, onde se tornou autor de romances policiais enquanto era julgado e condenada à revelia na Itália.
Ele se beneficiava de medida estabelecida durante o Governo de François Mitterrand, que permitia que ativistas italianos de extrema-esquerda poderiam viver no país se renunciassem às ações violentas e não tivessem crimes violentos em seus antecedentes.
Em fevereiro de 2004, no entanto, foi detido na França a pedido da Justiça italiana, sendo colocado em liberdade semanas depois, mas sob a ameaça de ser deportado de volta à Itália. Em agosto daquele ano, passou para a clandestinidade.
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