Vacinas, medicamentos, computadores, telefones e quadro de aviso foram destruídos |
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
Minas Gerais
Segundo funcionárias do centro de saúde, ela começou a quebrar tudo que via pela frente quando foi informada que o primo, que faz acompanhamento de saúde no posto, teria de aguardar por cerca de uma hora uma ambulância para ser transferido.
"Foi horrível, ela parecia louca. Em 15 anos que estou aqui, nunca vi nada igual. A mulher chegou, perguntou pela ambulância e começou a gritar e a quebrar tudo", explicou uma enfermeira que pediu para não ser identificada.
Vacinas, medicamentos, computadores, telefones, quadro de aviso, tudo foi quebrado. As janelas e portas de vidro também foram apedrejadas. Os prontuários dos pacientes ficaram espalhados pelo chão.
A representante do Sindicato dos Servidores da Saúde de Belo Horizonte, Célia de Lélis Moreira, afirmou que esta não foi a primeira vez que funcionários foram agredidos no local. "Mas desta vez foi pior. Nunca vi tanta destruição. Aqui só trabalha mulher. Na hora, cada uma se protegeu como pôde", explicou.
Ainda de acordo com Célia, já foram feitos vários pedidos à Prefeitura de Belo Horizonte para que guardas municipais façam a segurança do posto, mas até agora não houve resposta. O atendimento do centro do bairro Maria Goretti foi suspenso até o fim da semana.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que só vai se pronunciar no final da tarde. A mulher foi autuada em flagrante na Delegacia Seccional Leste por vandalismo.
Josiane foi presa e autuada em flagrante por vandalismo contra o patrimônio público e ameaça. Na Delegacia Seccional Leste, para onde foi levada, ela explicou o motivo da quebradeira: "eu estava lá com meu primo e as enfermeiras batendo papo, não estavam nem aí pra gente. Quando vi que estavam passando gente na frente dele, eu desesperei e comecei a quebrar tudo mesmo, sem pensar".
O delegado Ânderson Alcântara informou que ela já tem passagem pela polícia por suspeita de envenenar o marido. "Por ter quebrado o posto, pode pegar de seis meses a três anos de prisão", disse. O delegado explicou ainda que a suspeita vai permanecer presa até pagar fiança no valor de R$ 500.
Redação Terra