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 Dez mil devem protestar contra Bush em São Paulo
03 de março de 2007 16h59 atualizado em 06 de março de 2007 às 16h03

Cartazes que serão levados para protesto já foram divulgados no site da CUT. Foto: Divulgação

Cartazes que serão levados para protesto já foram divulgados no site da CUT
Foto: Divulgação

Cerca de 10 mil pessoas são esperadas no dia 8 de março, na Avenida Paulista, na capital de São Paulo, para em um protesto contra a presença no país do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

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Segundo o presidente da União Nacional dos Estudantes, Gustavo Petta, haverá manifestações em todo o país, que vão coincidir com a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

"São manifestações que vão ser marcadas pelos protestos e indignação contra a presença de Bush no Brasil", afirmou Petta. "As manifestações vão ser grandes e vão expressar essa indignação que, tenho certeza, é da maioria da população brasileira".

Petta afirmou que em São Paulo, cidade onde Bush pretende encontrar-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as manifestações terão início às 15 horas, com uma caminhada da Praça Oswaldo Cruz, no bairro Paraíso, até o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Os manifestantes vão acompanhar um movimento antes previsto para marcar o Dia Internacional da Mulher.

Segundo ele, além da caminhada estão programadas pichações, exibição de cartazes e protestos em redes de fast-food. "Haverá também bonecos com a cara do Bush que serão malhados e imagens e cartazes identificando Bush como o Hitler do século XXI", afirmou.

Além da UNE, as manifestações em todo o Brasil estão sendo organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), por movimentos feministas e outras organizações populares e sociais.

"Tudo isso para demonstrar uma indignação que existe não somente no Brasil, mas na maioria dos países contrários à política guerreira, à política ambiental, à política de tentativa de subordinação dos países mais pobres aos interesses norte-americanos, e à política imperialista norte-americana que está sendo repudiada no mundo inteiro", disse Petta.

O Greenpeace Brasil também pretende fazer um protesto contra a política norte-americana. De acordo com a assessoria de imprensa da Organização Não-Governamental,  com o apoio do Greenpeace dos Estados Unidos, estão sendo esperadas cerca de 30 pessoas para discutir a questão das energias limpas e marcar sua luta contra o desmatamento para a produção do biodiesel no país.

Agência Brasil