Lula afirmou que pretende terminar o segundo mandato em condições melhores do que o primeiro e ter influência na eleição do seu sucessor. Segundo o presidente, nada é pior para um político do que perceber que "seus pares" não querem vê-lo em cima do palanque.
Segurança
O presidente disse que não existe solução fácil e imediata para os altos índices de violência no País. Lula afirmou que o Estado não pode reagir emocionalmente diante de uma tragédia, em referência ao caso João Hélio. Para ele, é preciso oferecer oportunidades para a juventude do País.
Lula também se posicionou contra a redução da maioridade penal e a proposta do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de autonomia legislativa para os Estados. Isso significa que cada unidade da federação poderia elaborar suas leis penais. "Aí depois as prefeituras também vão querer", disse o presidente.
Educaçao
Sobre o projeto na área da educação que será lançado amanhã, Lula disse que ele inclui propostas como a de substituir dívidas de universidades por vagas. Outra medida é aumentar o número de vagas nos cursos noturnos.
Segundo turno
O presidente disse que o segundo turno nas eleições de outubro foi "uma dádiva de Deus", pois permitiu que ele se aliasse a quem antes fazia oposição.
Economia
Lula afirmou que não pretende fazer qualquer mudança na equipe econômica: "a área econômica está blindada pelo sucesso dela". Disse ainda que o crescimento de apenas 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado no ano passado só foi maior em poucos momentos da história do Brasil e que "não houve distribuição de renda".
Reforma ministerial
O presidente voltou a afirmar que não tem pressa em fazer a reforma ministerial. Disse ainda que não está recebendo pressão de nenhum dos partidos, que perceberam que é preciso haver espaço para todas as forças que apóiam o governo. E afirmou que a última palavra sobre o Ministério é dele.
Reforma tributária
O presidente disse que vai falar com os governadores sobre a reforma tributária na reunião do próximo dia 6 de março.
Estados Unidos
Lula apontou como prioridade nas relações com os Estados Unidos a parceria para a produção de biocombustíveis e confirmou que esse será o ponto central do encontro que terá na semana que vem com o presidente George W. Bush. Lula considera que a Petrobras deve ter papel primordial na construção de um mercado global de etanol.
Para o presidente, os Estados Unidos cometeram um "erro histórico" de não dar atenção à América Latina. Ele disse que, agora, é possível ter uma relação cordial sem que isso signifique subserviência, postura que o País teria adotado no passado.
Redação Terra