O office-boy Giovanni Almeida Gonçalves, 18 anos, estava dentro da agência bancária assaltada ontem |
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
São Paulo
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"A única coisa que eu pensava é que eu poderia morrer. Eram muitos tiros, e não se sabia de onde vinham. Tive muito medo", contou o jovem, que retornou à agência na manhã de hoje. O escritório onde ele trabalha fica nas proximidades da agência e Giovanni vai quase todos os dias ao banco.
Ele contou que entrou na agência faltando dois minutos para o banco fechar. "Cheguei correndo e, como havia uma fila enorme, me sentei nas cadeiras", disse. Ele contou que, pouco depois, viu a gerente do banco correndo até a porta e três bandidos entrando no local. Foi então que percebeu que um dos assaltantes estava sentado ao seu lado.
"Logo que foi anunciado o assalto, o bandido tomou o malote que estava comigo e pediu os dois celulares que eu carregava", lembrou Giovanni. Ele relata que os bandidos ainda gritaram para que nenhum dos clientes usasse o celular para chamar a polícia.
Quando começou o tiroteio, o jovem disse que se trancou dentro de um banheiro. "A agência estava lotada e havia muitos idosos no local", disse. Ele contou que a todo o momento lembrava da avó, com quem mora. Ela foi a primeira pessoa para quem ele ligou depois do assalto.
Mesmo ainda estando assustado, Giovanni teve de voltar à agência nesta manhã. O banco, porém, abriu com atraso de mais de uma hora, às 11h45, já que um tapume de madeira teve de ser colocado em frente à porta giratória, que teve os vidros quebrados durante a troca de tiros. Pela manhã, ainda havia muitos estilhaços na calçada e marcas de sangue na parede externa do banco.
Redação Terra