A corretora de imóveis Célia Maria Damasceno, 42 anos, foi assassinada na praia de Genipabu, na região metropolitana de Natal (RN) no último sábado à noite. Segundo a polícia, ela teria sido atraída até o local por um adolescente através do Orkut, site de relacionamento da Internet. Além do rapaz, seu primo de 18 anos também é acusado do crime, desvendado com a ajuda da filha da vítima.
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Célia teria saído de casa dizendo que iria num churrasco na praia e nunca mais foi vista. A filha dela, que tem 20 anos, vasculhou as conversas da mãe no site de relacionamento, criou uma identidade falsa e marcou um encontro com rapaz. Então, comunicou à Polícia e foi ao local combinado em seu próprio carro, onde um investigador estava escondido.
Segundo a polícia, o adolescente foi detido e delatou o primo, preso horas depois. O rapaz levou os agentes até uma casa abandonada, onde estavam o corpo, enterrado no pátio, e pedaços de madeira que teriam sido usados para matar a vítima.
Segundo a polícia, o jovem disse que teve o primeiro contato com Célia Maria pelo Orkut e a encontrou uma vez, durante o Carnaval. A intenção dos rapazes, segundo o sub-secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, delegado Maurílio Pinto, seria conseguir R$ 4 mil com a vítima. Como ela se recusou a dar o dinheiro, teria sido atacada pelos criminosos, amarrada nos braços e nas pernas, amordaçada e espancada com pauladas até a morte.
Nesse ponto do depoimento, os dois acusados se contradizem. O jovem de 18 anos diz que ele e o primo deram, cada um, uma paulada na vítima. O adolescente, porém, diz que o assassinato foi cometido pelo primo jovem e sua namorada, uma jovem de 16 anos.
A participação da garota ainda não foi esclarecida. A polícia encontrou com ela com dois aparelhos celular, R$ 6 e vales transporte da vítima, caracterizando latrocínio. Suspeita-se que haja outros envolvidos no crime, porque a casa tem vestígios de intensa e recente circulação de pessoas
Os dois acusados são naturais de São Paulo e vivem em Natal há pouco menos de um anos, onde têm familiares. Segundo o delegado, o primo mais velho tem várias passagens pela polícia do Rio Grande do Norte por roubos e furtos.
- Redação Terra


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