Câmara: primeira reunião não discute salários

27 de fevereiro de 2007 • 14h31 • atualizado às 14h49

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


A primeira reunião da Mesa Diretora da Câmara não discutiu um dos assuntos mais polêmicos e uma promessa de campanha do presidente Arlindo Chinaglia (Pt-SP), a questão do reajuste dos parlamentares. Com o argumento de que a Casa está conseguindo recuperar sua boa imagem, os membros da Mesa preferiram adiar a discussão.

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"Tudo tem seu tempo. estamos no tempo de plantar, plantar a imagem do instituto. O tempo de discutir será dito por bom-senso", disse o segundo vice-presidente da casa, deputado Inocêncio de Oliveira (PFL-PE).

A polêmica do salários acontece depois que os parlamentares decidiram aumentar em mais 100% os seus próprios vencimentos. A ação, no entanto, foi vetada pelo Supremo Tribunal Federal.

A discussão sobre a verba indenizatória também foi deixada para a próxima reunião, que deve acontecer daqui a 15 dias. Os benefícios que recebe mensalmente, cada deputado tem direito a uma verba indenizatória de R$ 15 mil para pagar despesas do mandato, como aluguel de escritório político, consultorias, assessorias, viagens e jantares.

Da reunião de hoje, os parlamentares saíram com a missão de analisar um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, que conta com o detalhamento dos gastos da casa e trazer suas impressões para o próximo encontro. O estudo foi feito a pedido do ex-presidente da Xasa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Redação Terra
 
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