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Rio: marquise de hotel desaba e deixa dois mortos

26 de fevereiro de 2007 11h29 atualizado às 21h51

A marquise do Hotel Canadá, na avenida Nossa Senhora de Copacabana, número 687, desabou na manhã de hoje, na zona sul do Rio de Janeiro, e deixou duas pessoas mortas. Os corpos das duas vítimas já foram retirados dos escombros. Uma delas foi identificada como Maria Isabel Noronha, 80 anos. A outra vítima não foi identificada. Pelo menos oito pessoas teriam ficado feridas e todas já foram resgatadas. Inicialmente, a informação era de que havia dez feridos.

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Segundo o Hospital Miguel Couto, para onde foram levadas as vítimas, oito pessoas ficaram feridas: Neide Franzino Freire, 77 anos; Gilda Golveia Barbosa, 63 anos; Roberto Machado da Silva, 56 anos; Thiago Menezes Vargas, 22 anos; Joanetes Teresinha Boaretto, 66 anos; Cecilha Teresinha Dias Miniz Fernandes, 71 anos; Aparecida de Arruda Marques, 57 anos; Maria Augusta de Salamanca e Medeiros Sampaio, 56 anos. Os bombeiros, no entanto, confirmaram apenas seis feridos.

Os bombeiros não acreditam que haja mais vítimas sob os escombros, mas ainda não encerraram as buscas. Assim que o trabalho terminar, a Defesa Civil vai fazer uma vistoria na estrutura do prédio para avaliar se há risco ou não de um novo desabamento.

O trabalho dos bombeiros foi dificultado pelo fato de que os escombros obstruíram a entrada do hotel. Vários hóspedes e funcionários ficaram presos dentro do prédio. Eles só conseguiram deixar o local depois que a entrada do hotel foi liberada. Muito assustados, eles temiam novos desabamentos.

A Defesa Civil interditou metade da pista da avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da rua Santa Clara, onde ocorreu o desabamento. Inicialmente, a área havia sido isolada para facilitar o trabalho dos bombeiros. De acordo com a Defesa Civil, a medida tem como objetivo evitar mais acidentes no local, já que o imóvel ainda está sob risco. Somente a pista sentido Ipanema está liberada.

O secretário estadual da Defesa Civil, Sérgio Cortes, acompanha o trabalho de resgate e técnicos do órgão tiraram fotos do local. Engenheiros do Conselho Regional de Engenharia (Crea) também realizam uma vistoria no local.

Testemunhas
O comerciante paulista Airton Van-Nentgen, um dos hóspedes do hotel, contou está no Rio desde sábado e iria ficar uma semana, mas voltará hoje mesmo para casa. Ele afirmou já ficou hospedado no hotel cerca de dez vezes, mas não voltará a ficar hospedado no local.

O hóspede Marcos Lima, morador de Brasília, deixou o hotel emocionado, pois, segundo ele, o desabamento ocorreu poucos instantes após sua passagem por debaixo da marquise. "Foi coisa de um minuto. Deus é grande", afirmou.

João Felipe Toledo, que trabalha no prédio em frente ao local do acidente, disse que o hotel passava por reforma há um mês. "Foi um barulho muito forte. Parecia que todo o prédio estava caindo. Isso é horrível. Esse hotel estava passando por reforma e na semana passada retiraram o andaime", afirmou.

Julia Lima, 19 anos, que passava pelo local, afirmou que, entre as vítimas, estavam quatro operários. Ela viu quando eles trabalhavam sobre a marquise e caíram no momento do desabamento. Julia disse ainda que viu o momento em que a estrutura caiu sobre duas mulheres idosas. "Eu ouvi dois estalos e quando olhei a marquise veio abaixo."

Prisão
Durante o trabalho das equipes de resgate, um homem foi detido por furar o bloqueio da área de isolamento. Ele discutiu com policiais militares e foi levado à delegacia.

Com agências

Redação Terra