Presos PMs suspeitos de formar grupo de extermínio

24 de fevereiro de 2007 • 15h58 • atualizado às 16h22

Michelle Sousa
Direto da Paraíba

Paraíba


Quatro policiais militares e um civil foram presos na Paraíba sob acusação de integrar um grupo de extermínio. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz João Alves da Silva a pedido da Polícia Civil, que investiga um crime ocorrido em 2001 atribuído a eles. O capitão Neubon Nascimento Lima, preso recentemente em flagrante, em Curitiba, suspeito de tráficar armas e munições, também foi incluído no grupo.

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Lima já estava preso quando a preventiva foi decretada. Ficaram recolhidos ao quartel do 1º Batalhão da PM, em João Pessoa, o cabo Edinaldo de Brito, os sargentos Ricardo Cardoso de Sousa e Vandergir Rocha dos Santos e o tenente Francisco Soares de Assis Sousa. Foi preso ainda Francisco Feliciano da Silva.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, a prisão aconteceu após a Polícia Civil desvendar o assassinato de José Bastos da Silva, conhecido por Zé Negão, ocorrido na região metropolitana de João Pessoa há seis anos.

O crime foi um dia após a vítima ter se envolvido no assassinato do policial militar Antônio Francisco dos Santos, conhecido por "Soldado Toni". Junto com outro acusado, Zé Negão matou a tiros o militar e passou a ser procurado por um grupo de militares descaracterizados, que estavam em serviço, conforme consta do relatório da autoridade policial.

A busca terminou com a morte de Zé Negão, o que se comprovou durante as investigações ter sido praticada pela equipe de policiais plantonistas. Em nota oficial, a Secretaria de Segurança diz que com vista nos autos, o promotor de Justiça Francisco Antônio de Sarmento Vieira denunciou os policiais e o civil.

O promotor Francisco Sarmento, além de oferecer a denúncia, encampou a representação da autoridade policial, pedindo a preventiva dos acusados militares, que terminou sendo decretada pelo juiz João Alves da Silva.

O juiz, ao decretar a preventiva dos acusados, afirmou que a custódia é necessária para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, já que o crime "foi excessivamente grave, porque foi cometido por um grupo de militares, por motivo ignóbil, de forma fria e calculada, com a vítima sendo executada de maneira covarde, sem qualquer chance de defesa, quando deveria apenas ser pesa e conduzida para autuação em flagrante".

Redação Terra
 
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