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Por Cícero Mendes
Direto de Aracaju
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A direção do hotel não quis falar com a imprensa. Segundo informações, o corpo do menino foi retirado de dentro da piscina por funcionários do estabelecimento e levado, ainda com vida, para o agrupamento marítimo do Corpo de Bombeiros, a cerca de 2 km do hotel.
Do local, os bombeiros levaram o garoto para o hospital municipal da zona sul da cidade, no conjunto Augusto Franco. "Lá se encontrava também uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), que assistiu o menino, inclusive com o médico de plantão. Acredito que todos os procedimentos possíveis e cabíveis foram realizados pra tentar salvar a criança", afirma o capitão Miguel Pereira, comandante do agrupamento.
A família já retornou para Feira de Santana onde irá sepultar o garoto. O caso, que será investigado pela Delegacia de Homicídios de Aracaju, servirá para que o Ministério Público retome a discussão sobre o cumprimento de uma lei estadual que obriga a presença de salva-vidas em piscinas de hotéis, clubes, escolas e academias.
Na próxima quinta, o MPE irá expedir notificações para que os responsáveis pelos estabelecimentos cumpram a lei. Na piscina onde o menino morreu não havia nenhum guardião.
A lei foi aprovada pela Assembléia Legislativa em 2002 logo após o afogamento de Ayala Menezes Moura, 7 anos, em uma escola particular da capital. O caso comoveu o Estado e levou os deputados a aprovarem a lei.
Redação Terra
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