Penitenciária de líderes do PCC fica sem visitas

09 de fevereiro de 2007 • 19h37 • atualizado às 19h39

Cícero Affonso
Direto de Presidente Prudente

São Paulo


A direção da Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P-II de Presidente Venceslau, suspendeu por quinze dias as visitas de familiares. Na P-II estão recolhidos os principais líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.

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A ordem para atacar três ônibus esta semana em São Paulo teria partido de dentro da penitenciária. A informação foi dada ao Terra por uma pessoa ligada à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

A decisão de cancelar as visitas foi tomada devido à tensão provocada pelos presos após a revista de terça-feira, feita por agentes penitenciários, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e o pelotão de Choque da Polícia Militar.

Durante a blitz, que encontrou celulares e entorpecentes nas celas, os agentes decidiram trocar vários sentenciados de pavilhão. A decisão desagradou os presos que, revoltados, passaram a quebrar os vidros das janelas. Os agentes responderam com tiros de balas de borracha.

A tensão durou até o final da tarde de quarta-feira, quando foi feita nova revista. Diante da situação, considerada como falta disciplinar grave, as visitas foram suspensas.

Os familiares só poderão voltar à penitenciária nos dias 24 e 25 de fevereiro, caso não ocorram outras irregularidades por parte dos sentenciados.

Redação Terra
 
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