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 Familiares do acidente da Gol elogiam Aeronáutica
08 de fevereiro de 2007 20h44 atualizado às 20h46

Representantes de dez das 154 vítimas do acidente com o vôo 1907 da Gol se reuniram na tarde desta quinta-feira com a comissão da Aeronáutica que investiga os motivos da colisão da aeronave com o jato Legacy e disseram estar satisfeitos com as informações prestadas pelos militares. Contudo, eles informaram que se sentem desassistidos pelos outros órgãos envolvidos na investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

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Os familiares disseram ainda que, no último dia 30 de janeiro, enviaram à Presidência da República um pedido de encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Presidência ainda não respondeu ao pedido.

Segundo os familiares, a Aeronáutica não revelou novos dados sobre a sua investigação. No entanto, Jorge Cavalcante, tio de uma das vítimas, comentou que a Aeronáutica já sabe, por exemplo, que os dois pilotos do Legacy estavam na cabine da aeronave quando o acidente aconteceu.

"Eles nos disseram que o transponder estava realmente desligado, mas que a degravação da caixa-preta do Legacy mostra que os dois pilotos estavam na cabine e havia barulho de pessoas mexendo em folhas de papel e diálogos entre eles. A aeronáutica também disse que pela caixa-preta foi possível ouvir que as freqüências de rádio do avião funcionavam perfeitamente", afirmou.

A Aeronáutica prometeu aos familiares que fará reuniões mensais para repassar as informações de suas investigações. A próxima reunião será no dia 8 de março.

Os representantes das vítimas estão especialmente preocupados com o andamento das investigações da Polícia Federal. Eles alegam que não têm acesso a nenhum dos depoimentos.

Redação Terra