Suspeito de morte responderá por latrocínio

08 de fevereiro de 2007 • 20h12 • atualizado às 22h28
Muita emoção marcou o enterro do menino de 6 anos que foi arrastado por um trecho de 7 km Foto: Ernesto Carriço/O Dia
Muita emoção marcou o enterro do menino de 6 anos que foi arrastado por um trecho de 7 km
08 de fevereiro de 2007
Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


A 30ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Marechal Hermes) informou que indiciará Diego Nascimento da Silva, 18 anos, por crime de latrocínio (roubo seguido de morte) no caso do menino João Hélio Fernandes, 6 anos, que morreu na noite de quarta-feira, depois de ter sido arrastado do lado de fora de um carro. Um menor de idade de 16 anos, que também é suspeito de participação no crime, será encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

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O delegado Hércules Pires do Nascimento informou que Tiago, 19 anos, encontrado junto com os dois acusados de matar a criança, não tem participação no crime. Ele está na delegacia como testemunha do caso.

Segundo a Polícia Militar, Diego seria o cabeça do crime e estaria ao volante do carro. Em depoimento, o jovem disse que costuma roubar carros e que queria levar os pertences das vítimas. Ele afirmou que não percebeu que o menino estava preso ao cinto de segurança do carro e negou que tivesse dirigido em zigue-zague durante a fuga. O suspeito alegou ainda que só descobriu o corpo do menino ao abandonar o carro. Segundo criminalistas, Diego pode cumprir pena de até 30 anos.

O menor suspeito de participar da ação disse que usou uma arma de plástico no assalto. Se for comprovada sua participação no crime, ele deve ficar internado em uma instituição para jovens infratores por até três anos.

Barbárie

O menino João Hélio Fernandes viajava no banco de trás de um Corsa Sedan, dirigido por sua mãe, na noite de quarta-feira, quando bandidos armados renderam a família. A mãe de João saiu do carro e tentou retirar o menino, que ficou preso ao cinto de segurança e pendurado para fora do carro. Os criminosos arrancaram o veículo e João foi arrastado por cerca de 7 quilômetros. Quando os bandidos abandonaram o carro para fugir, a criança já estava morta.

Testemunhas afirmaram que viram o menino pendurado para fora do carro e que os bandidos teriam feito zigue-zague, na tentativa de se desvencilhar da criança.

Policiamento ostensivo

O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, admitiu nesta quinta-feira que é preciso rever o policiamento ostensivo na cidade.

"Essas barbáries, elas tem que ser combatidas inicialmente com ostensividade. Nós temos que ter o policial da rua. Não adianta nós fugirmos dessas primeira premissa. Paralelamente a isso, nós temos que fazer um plano estrutural aonde nós temos que mudar uma cultura toda de segurança pública", afirmou.

Redação Terra
 
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